Vista panoramica da cidade de Arcoverde, PernambucoLogo Arcoverde Agora
Mundo

Rumores sobre “arma sônica” ganham força após ataque dos EUA que derrubou Maduro

Por Redação Arcoverde Agora
Rumores sobre “arma sônica” ganham força após ataque dos EUA que derrubou Maduro

Dias após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que culminou na deposição do ditador Nicolás Maduro, relatos anônimos passaram a levantar suspeitas sobre o possível uso de uma arma de tecnologia sônica, considerada altamente eficaz e capaz de incapacitar tropas inimigas sem o uso de munição convencional.

Segundo esses relatos, soldados venezuelanos teriam sido atingidos por uma espécie de onda sonora intensa, que provocou desorientação e impossibilitou qualquer reação militar. Não há confirmação oficial sobre o uso desse tipo de armamento, mas as especulações foram impulsionadas por declarações e postagens de integrantes do próprio governo norte-americano.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, compartilhou nas redes sociais o depoimento anônimo de um soldado venezuelano que afirmou ter presenciado o uso da suposta arma, descrevendo o efeito como uma pressão sonora avassaladora. Ao divulgar o relato, Leavitt escreveu: “Pare o que você está fazendo e leia isto”.

Questionado em entrevista recente sobre o assunto, o presidente Donald Trump evitou confirmar diretamente o uso do equipamento, mas afirmou que os Estados Unidos possuem “armas secretas incríveis” e sugeriu que o ataque à Venezuela foi decisivo.

“Ninguém mais tem isso. Nós temos armas que ninguém conhece. Provavelmente é melhor não falar sobre isso, mas foi um ataque impressionante”, declarou Trump.

As falas provocaram reação internacional. O Kremlin, na Rússia, afirmou que gostaria de mais esclarecimentos sobre o que Trump quis dizer ao mencionar uma possível arma sônica secreta. Dias depois, durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, o presidente americano voltou a sugerir que outros países testemunharam, na Venezuela, o uso de armamentos inéditos.

Especialistas pedem cautela

Especialistas em assuntos militares afirmam que a tecnologia de armas sônicas não é nova e vem sendo estudada por diferentes países há décadas. Segundo analistas, é plausível que os Estados Unidos detenham esse tipo de tecnologia, mas não há elementos concretos que comprovem seu uso na Venezuela.

Também não existem informações públicas confirmando que o Exército norte-americano possua armamentos sônicos de uso ofensivo em larga escala. De modo geral, esse tipo de arma teria alcance limitado. Ainda assim, manter o mistério pode ser uma estratégia geopolítica, explorando a incerteza para intimidar adversários.

📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!

Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.

👉 Clique aqui e entre no nosso canal

Operação militar e relatos de feridos

O ataque ocorreu na madrugada do dia 3 de janeiro, quando forças dos EUA realizaram bombardeios em Caracas e uma operação aérea para capturar Nicolás Maduro, que foi deposto e posteriormente transferido para uma prisão em Nova York.

Segundo o comando militar americano, a operação envolveu cerca de 150 aeronaves, incluindo caças, bombardeiros, helicópteros de operações especiais e drones de vigilância, sendo descrita como rápida, precisa e realizada durante a madrugada.

Relatos compartilhados nas redes sociais por um suposto soldado venezuelano afirmam que, após o disparo da suposta arma, militares teriam sofrido fortes efeitos físicos, como desorientação extrema e sangramentos, ficando incapacitados de se mover. As publicações somaram milhões de visualizações, ampliando o debate internacional.

O governo venezuelano afirmou que o ataque deixou ao menos 100 mortos, incluindo civis, e confirmou a morte de soldados estrangeiros que integravam a segurança pessoal de Maduro.

O que são armas sônicas

As armas sônicas, também chamadas de armas acústicas, utilizam ondas sonoras de alta intensidade em vez de projéteis. Um dos modelos mais conhecidos são os Dispositivos Acústicos de Longo Alcance (LRAD), popularmente chamados de “canhões de som”, geralmente classificados como não letais.

Esses equipamentos podem emitir sons acima de 150 decibéis, nível capaz de causar dor intensa, desorientação e danos auditivos, dependendo da proximidade. Embora não sejam proibidos por tratados internacionais específicos, organizações de direitos humanos criticam seu uso devido aos riscos físicos e psicológicos.

Casos semelhantes já foram citados em outros países nos últimos anos, incluindo suspeitas de uso contra manifestantes em protestos internacionais, embora muitos episódios permaneçam sem comprovação conclusiva.

Tags:

Mundo

Site criado pela

logo