O arquipélago de Fernando de Noronha enfrenta, desde a madrugada desta quarta-feira (6), uma situação crítica em seu sistema de abastecimento de água. Um rompimento na tubulação do dessalinizador marinho, localizado na Praia do Boldró, interrompeu a operação de uma das principais fontes de recursos hídricos da ilha, afetando diretamente a rotina dos moradores e serviços locais. O problema é agravado pela dependência do dessalinizador, responsável por fornecer mais de 60% da água consumida na região após o processo de dessalinização.
Segundo Antônio Lucena, gerente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), a situação foi intensificada por uma sequência de incidentes nas adutoras do Sueste e no Mirante do Boldró ao longo dos últimos três dias. Devido a esse histórico recente de manutenções, o estoque de peças de reposição da estatal na ilha foi esgotado, obrigando a companhia a aguardar a chegada de novos componentes para realizar o reparo definitivo. A previsão é de que os materiais necessários desembarquem em Noronha nas próximas 48 horas.
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Em um esforço emergencial, a Compesa trabalha para colocar em funcionamento, em até 24 horas, um dos dois sistemas que atualmente encontram-se parados, buscando minimizar o impacto no racionamento, que hoje segue um cronograma de um dia com água para quatro dias sem o recurso. Paralelamente, o gerente ressaltou que, embora o Açude Xaréu tenha atingido sua capacidade máxima devido às recentes chuvas, sua utilidade é limitada no momento. A água do reservatório encontra-se turva, o que reduz drasticamente a eficácia do sistema de filtragem e tratamento, impedindo que ela responda prontamente à demanda atual da população.
A gestão da companhia informou que um novo calendário emergencial de distribuição será elaborado para otimizar a entrega da água disponível. Enquanto o cenário não se normaliza, a recomendação oficial para os residentes que sofrem com a interrupção do serviço é a solicitação de abastecimento complementar por meio de carros-pipa. A expectativa da Compesa é que, após a instalação das novas peças e a estabilização dos sistemas de tratamento, o abastecimento na ilha retome sua regularidade dentro de um prazo de sete dias.






