Em visita estratégica à capital baiana, o atual governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), consolidou seu apoio à pré-candidatura de ACM Neto (União Brasil) para o governo da Bahia. Durante evento promovido pelo Partido Novo em Salvador nesta quarta-feira, Zema enfatizou que a aliança é fundamental para o fortalecimento da oposição em um estado historicamente administrado pelo Partido dos Trabalhadores por duas décadas consecutivas.
O posicionamento do gestor mineiro reflete uma estratégia de nacionalização do embate político contra a sigla petista. Segundo Zema, o combate ao PT tornou-se uma missão pessoal em sua trajetória pública, sob o argumento de que a gestão petista em Minas Gerais teria sido danosa ao desenvolvimento do estado. O governador não poupou críticas, afirmando que o partido exerce uma influência negativa onde assume o poder, retrocedendo conquistas socioeconômicas e administrativas.
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Ao analisar o cenário mineiro, Zema aproveitou a oportunidade para debochar das dificuldades enfrentadas pela oposição local em encontrar um nome competitivo, mencionando a recusa do senador Rodrigo Pacheco em encabeçar uma chapa pelo PT. Para o governador, a disparidade entre o sucesso de sua gestão em Minas e os anos de administração petista é o principal motivo pelo qual nomes expressivos da esquerda estão evitando assumir a liderança da legenda estadual, o que ele classificou como um indicativo de esgotamento do modelo político do adversário.
Além da questão política, Zema abordou pautas de segurança pública e a dinâmica eleitoral, minimizando a importância de pesquisas de intenção de voto neste momento pré-eleitoral. Com agenda cheia em Salvador, o governador ainda cumpre compromissos relacionados ao feriado de 2 de Julho, data que celebra a Independência do Brasil na Bahia. O movimento de Zema demonstra claramente seu desejo de se posicionar como o principal nome alternativo à polarização nacional, buscando expandir o alcance de sua agenda liberal para além das fronteiras de Minas Gerais e conquistando aliados em estados onde o PT mantém hegemonia.






