O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), defendeu nesta terça-feira (7) a ampliação da participação feminina na política nacional. Durante sua participação no evento Women Invest, voltado para o setor financeiro feminino em São Paulo, o político argumentou que a maior presença de mulheres nos espaços de poder seria um fator determinante para o combate à corrupção. Em sua fala, Zema utilizou como exemplo o caso Banco Master, sob investigação da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, afirmando não se recordar de mulheres envolvidas nas supostas irregularidades financeiras.
Segundo o ex-governador, a baixa representatividade feminina na população carcerária brasileira — citando dados que apontam uma prevalência majoritária de homens — reforçaria a ideia de que o gênero feminino tende a se envolver menos em delitos. Essa argumentação foi central em seu discurso ao defender que a política brasileira se tornaria mais "nobre" e voltada ao longo prazo caso houvesse um equilíbrio maior entre os gêneros, associando o instinto materno e o cuidado com os filhos a uma visão de futuro mais consolidada na atuação pública.
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A declaração de Zema ocorre em um momento de atenção redobrada sobre suas falas, logo após polêmicas relacionadas a beneficiários do Bolsa Família. Questionado sobre a disparidade de gênero, o pré-candidato também destacou que defende políticas públicas focadas na autonomia financeira de mulheres vítimas de violência doméstica. O ex-governador ressaltou que, durante sua gestão em Minas Gerais, foram implementados programas para capacitar mulheres em situação de vulnerabilidade, permitindo que elas saíssem de ciclos de agressão com independência financeira.
Além do apoio à autonomia, Zema manifestou ser favorável ao endurecimento das penas para o crime de feminicídio. Segundo ele, é necessário que o ordenamento jurídico trate o crime com agravantes mais severos, alinhando-se a medidas que buscam reduzir as estatísticas alarmantes desse tipo de violência. O político concluiu enfatizando que a proteção e o empoderamento das mulheres devem ser pautas centrais no debate público, reiterando seu compromisso com a criação de delegacias especializadas e suporte integral para as vítimas de violência doméstica em todo o território nacional.






