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Romeu Zema classifica fim da escala 6x1 como populismo e dispara críticas ao STF

Por Redação Arcoverde Agora
Romeu Zema classifica fim da escala 6x1 como populismo e dispara críticas ao STF

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), manifestou-se de forma incisiva nesta sexta-feira (24) durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia. O político classificou como "populismo puro" as discussões que visam a extinção da escala de trabalho 6x1, que prevê seis dias de atividade para um dia de descanso. Zema argumentou que a tramitação de projetos dessa natureza em um contexto de proximidade com períodos eleitorais compromete a seriedade do debate sobre o mercado de trabalho nacional.

Em sua defesa, o pré-candidato sugeriu a adoção de um modelo inspirado em países como os Estados Unidos, onde a jornada de trabalho seria flexibilizada por horas contratadas. Segundo Zema, essa alternativa permitiria uma negociação direta entre empregador e empregado, adaptando o contrato à realidade de cada setor e da própria disponibilidade do trabalhador, afastando-se do atual regime rígido imposto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

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Além do tema econômico, a entrevista foi marcada por declarações contundentes direcionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). Zema não poupou críticas aos ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, referindo-se a eles como "frutas podres" da Corte e comparando a solidez institucional da instituição a árvores comprometidas por cupins. O ex-governador questionou decisões monocráticas e relacionou condutas dos magistrados a escândalos financeiros e polêmicas judiciais do passado.

Como parte de seu plano de governo, caso seja eleito, Zema defende mudanças estruturais no Judiciário brasileiro. Entre suas propostas, destaca-se a imposição de uma idade mínima de 60 anos para a nomeação de ministros do STF, visando, segundo ele, selecionar indivíduos em uma fase da vida voltada à construção de um legado. O pré-candidato também defende o fim absoluto das decisões monocráticas, argumentando que um único ministro não deveria ter a prerrogativa de anular deliberações tomadas pela maioria do Poder Legislativo, composto por representantes eleitos democraticamente pelo povo brasileiro.

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