O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), anunciou nesta quinta-feira (26) que o relatório final das investigações sobre o esquema de fraudes no órgão previdenciário encontra-se em fase de conclusão. Segundo o parlamentar, o documento, que soma milhares de páginas, possui um robusto arcabouço probatório e deverá pedir o indiciamento de mais de 220 pessoas envolvidas nas irregularidades. A expectativa é que o texto seja apresentado oficialmente nesta sexta-feira (27), com a possibilidade de convocação de uma sessão de emergência para votação no sábado (28), data limite para o encerramento das atividades da comissão.
Durante entrevista coletiva, o deputado enfatizou o rigor do trabalho de investigação, destacando que nenhum envolvido será poupado, independentemente de participação por ação ou omissão. “Estou passando um pente fino em todos os nomes. Mais importante do que as 5 mil páginas é a solidez das provas contidas no relatório”, afirmou Gaspar. O parlamentar ressaltou, contudo, que a leitura na sexta-feira dependerá da conclusão da análise técnica detalhada, mantendo o compromisso com a urgência exigida pelo prazo final de funcionamento do colegiado.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
A CPMI foi instaurada com o objetivo de desmantelar um esquema criminoso de fraudes em benefícios previdenciários e assistenciais que causou prejuízos bilionários aos cofres públicos. Ao longo dos últimos meses, o grupo ouviu diversos depoimentos, incluindo servidores do INSS, dirigentes de associações suspeitas e representantes de órgãos de fiscalização como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU). As investigações apontaram falhas estruturais graves nos sistemas de concessão e revisão de benefícios, que permitiram a continuidade das fraudes por um longo período.
O cenário jurídico da comissão permanece conturbado devido ao impasse sobre a prorrogação dos prazos. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, determinou a prorrogação dos trabalhos, mas existe uma divergência entre a cúpula da CPMI e a Advocacia do Senado acerca do horário exato da notificação oficial da decisão. Enquanto o impasse segue, o relator Alfredo Gaspar reforçou que o material consolidado será encaminhado ao Ministério Público e à Polícia Federal após a votação. A expectativa é que, além dos pedidos de indiciamento criminal e ações por improbidade administrativa, o documento final proponha mudanças legislativas essenciais para blindar o INSS contra novas investidas criminosas, garantindo maior transparência e segurança jurídica para a população brasileira.






