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Regime Maduro prepara resistência no estilo guerrilha em caso de ataque dos EUA, diz Reuters

Por Redação Arcoverde Agora
Regime Maduro prepara resistência no estilo guerrilha em caso de ataque dos EUA, diz Reuters

O regime Maduro está preparando uma resistência no estilo de guerrilha e “caos” nas ruas da Venezuela em caso de um ataque aéreo ou terrestre dos Estados Unidos, revelou nesta terça-feira (11) a agência de notícias Reuters com base em documentos do governo venezuelano aos quais teve acesso.

Segundo a Reuters, os planos do governo incluem a mobilização de armamentos do antigo arsenal militar, entre eles equipamentos russos com décadas de uso. As unidades do Exército venezuelano foram instruídas a se dispersar e se esconder em caso de ataque, afirmaram fontes próximas ao governo.


“Não duraríamos duas horas em uma guerra convencional”, disse à agência uma fonte ligada à administração de Maduro.

O governo venezuelano está em alerta máximo diante de um possível ataque direto dos EUA, resultado da escalada de tensões promovida pelo então presidente Donald Trump, que desde setembro mantém uma forte presença militar no mar do Caribe. Segundo a imprensa americana, o republicano aguarda apenas uma justificativa jurídica para autorizar uma ofensiva.

Trump já havia sugerido a possibilidade de operações terrestres na Venezuela, afirmando que “os dias de Maduro na presidência da Venezuela estão contados”.

O americano declarou estar em guerra contra cartéis de drogas latino-americanos e acusou Maduro de chefiar o Cartel de Los Soles. O presidente venezuelano, no poder desde 2013, respondeu treinando civis para resistirem a qualquer ataque estrangeiro.

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A Reuters afirma que a estratégia militar do regime é um reconhecimento da escassez de pessoal e equipamentos, já que as Forças Armadas venezuelanas sofrem com baixos salários, falta de treinamento e material deteriorado. Fontes ligadas à segurança relataram que comandantes têm negociado alimentos com produtores locais para manter as tropas abastecidas.

Diante disso, Maduro aposta em duas estratégias: a “resistência prolongada” e a “anarquização”.


A resistência prolongada, já mencionada em transmissões da TV estatal, envolveria pequenas unidades militares em mais de 280 locais, com atos de sabotagem e táticas de guerrilha.


A “anarquização”, por sua vez, usaria serviços de inteligência e apoiadores armados do partido governista para criar desordem nas ruas de Caracas, tornando o país ingovernável para forças estrangeiras.

Apesar dessas estratégias, fontes consultadas pela Reuters reconhecem que qualquer resistência teria poucas chances de sucesso, admitindo que o país “não duraria nem duas horas” em um conflito convencional contra os EUA. Outra fonte afirmou que a Venezuela “não está preparada nem profissionalizada para um conflito”, acrescentando: “Não estamos prontos para enfrentar um dos exércitos mais poderosos e bem treinados do mundo.”

O Ministério da Comunicação venezuelano não comentou o conteúdo revelado pela Reuters.

Funcionários públicos minimizaram a ameaça americana. “Eles acham que, com um bombardeio, vão acabar com tudo. Aqui neste país?”, ironizou o ministro do Interior, Diosdado Cabello, em rede nacional. Maduro, por sua vez, tem exaltado os “soldados da pátria” como herdeiros de Simón Bolívar.

Uma fonte ligada à defesa estimou que, em caso de “anarquização”, entre 5 mil e 7 mil pessoas poderiam ser mobilizadas — incluindo agentes de inteligência, milicianos e apoiadores armados. Já cerca de 60 mil integrantes do Exército e da Guarda Nacional poderiam ser acionados para uma “guerra de resistência” no estilo guerrilheiro.

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