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Receita Federal aplica R$ 233 bilhões em autos de infração durante fiscalização de 2025

Por Redação Arcoverde Agora
Receita Federal aplica R$ 233 bilhões em autos de infração durante fiscalização de 2025

A Secretaria da Receita Federal divulgou, nesta quinta-feira (9), um balanço detalhado das atividades de fiscalização realizadas ao longo de 2025. Segundo o órgão, foram lavrados autos de infração que totalizam R$ 233 bilhões, um montante que, embora apresente uma ligeira retração na comparação com o ciclo anterior, reflete a continuidade do combate rigoroso à sonegação, à evasão fiscal e à inadimplência tributária no país. Estes valores representam créditos constituídos pelo Fisco como resposta direta a irregularidades identificadas nas declarações de pessoas físicas e jurídicas.

É fundamental ressaltar que a marca de R$ 233 bilhões não significa uma entrada imediata de recursos nos cofres públicos. De acordo com o histórico da Receita Federal, apenas cerca de 5% do valor total lançado costuma ser efetivamente arrecadado dentro do próprio ano fiscal, excluindo-se eventuais parcelamentos. Grande parte desse montante é objeto de contestações administrativas e judiciais, processos que frequentemente se estendem por vários anos antes de uma definição definitiva sobre o pagamento aos cofres da União.

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O foco estratégico do órgão manteve-se direcionado aos grandes contribuintes, grupo composto por aproximadamente 9,2 mil empresas de grande porte responsáveis por quase 60% da arrecadação total do país. Uma das novidades apontadas para o exercício de 2025 foi o fortalecimento da cultura da autorregularização. A Receita Federal tem intensificado o envio de notificações preventivas, permitindo que as companhias corrijam inconsistências antes mesmo da lavratura de um auto de infração formal. Esta abordagem visa não apenas a agilidade no recebimento, mas uma relação mais transparente entre Fisco e setor privado.

Andrea Costa Chaves, subsecretária de Fiscalização da Receita Federal, destacou que a mudança de cultura, com foco em orientar o contribuinte, é uma prioridade, mas não exime o órgão de atuar com firmeza. “Existe uma mudança de cultura para passar a orientar mais o contribuinte. Mas tem o contribuinte que não concorda ou que prefere não cumprir. E existem os fraudadores; para esses, nós vamos continuar autuando com todo o rigor da legislação vigente”, pontuou a subsecretária durante a apresentação dos resultados.

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