Uma das principais autoridades do Irã, Ali Larijani, teria sido morto em um ataque atribuído a Israel, segundo declaração do ministro da Defesa israelense. Até o momento, no entanto, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente a morte do líder político.
Aos 67 anos, Larijani ocupava o cargo de chefe do Conselho de Segurança Nacional do Irã e vinha ganhando protagonismo dentro do governo nos últimos meses. Analistas apontavam o político como um dos principais responsáveis pela formulação da estratégia iraniana no atual conflito com Israel e os Estados Unidos.
Ligado ao falecido líder supremo Ali Khamenei, Larijani desempenhou papel relevante durante o período de transição política após a morte do aiatolá. Antes disso, também esteve envolvido na repressão a protestos populares no país.
Ao longo da carreira, construiu uma trajetória influente dentro da estrutura de poder da República Islâmica. Durante a década de 1980, atuou como comandante da Guarda Revolucionária na guerra contra o Iraque. Posteriormente, migrou para a política institucional.
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Larijani também foi diretor da emissora estatal iraniana, negociador-chefe do programa nuclear do país e presidente do Parlamento por 12 anos, cargo que ocupou até 2020. Depois disso, passou a atuar como conselheiro estratégico em assuntos de segurança nacional.
Membro de uma influente família clerical, tinha entre seus parentes o aiatolá Sadegh Larijani, que já comandou o sistema judiciário iraniano.
Além da carreira política, Larijani também possuía trajetória acadêmica. Formado em matemática e ciência da computação pela Universidade Sharif de Tecnologia, ele concluiu doutorado em filosofia pela Universidade de Teerã e publicou estudos sobre o pensamento do filósofo alemão Immanuel Kant.
Mesmo sendo considerado por analistas um político pragmático, e não um ideólogo radical, Larijani sempre defendeu a manutenção da República Islâmica como sistema de governo. Desde o início da guerra no Oriente Médio, vinha criticando publicamente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e defendendo que o Irã estava preparado para um conflito prolongado.






