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Quadrilha é presa por vender flats na planta para mais de um comprador em Porto de Galinhas

Por Redação Arcoverde Agora
Quadrilha é presa por vender flats na planta para mais de um comprador em Porto de Galinhas

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu integrantes de uma quadrilha suspeita de aplicar golpes imobiliários em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, no Litoral Sul do estado. O grupo é investigado por vender flats na planta para mais de um comprador, com imóveis anunciados por valores entre R$ 120 mil e R$ 140 mil, causando um prejuízo estimado em R$ 2 milhões às vítimas.

A ação faz parte da Operação Mar de Ilusões, cujos detalhes foram apresentados nesta terça-feira (16) pela delegada Lígia Cardoso, responsável pelo caso. Segundo ela, os suspeitos chegavam a levar os compradores até o terreno onde os flats supostamente seriam construídos, criando uma falsa aparência de legalidade.

“As pessoas tomavam conhecimento dos empreendimentos através de anúncios ou até de outras pessoas, uma propaganda ‘boca a boca’. Elas procuravam o investigado, que se apresentava como responsável pela obra, passava os detalhes pelo WhatsApp e depois marcava uma reunião presencial. Muitas vezes levava até o local, onde havia inclusive um mestre de obras, que também é investigado”, explicou a delegada.

De acordo com a Polícia Civil, cinco mandados de prisão foram cumpridos, mas 11 pessoas são investigadas no esquema. Os suspeitos foram autuados pelos crimes de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Os nomes e idades dos envolvidos não foram divulgados.

Mandados e bloqueio de bens

Durante a operação, também foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão nas cidades de Recife, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Ipojuca, Itambé e Pedras de Fogo, na Paraíba. Todos os mandados foram expedidos pelo Juízo da 17ª Vara Criminal da Capital.

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Além das prisões, houve o bloqueio de bens e ativos financeiros no valor aproximado de R$ 2 milhões, além da solicitação de encerramento das atividades da empresa utilizada para aplicar os golpes.

Preços abaixo do mercado atraíam vítimas

A investigação teve início em julho de 2023. Segundo a delegada, uma das principais estratégias do grupo era oferecer imóveis com preços abaixo do valor de mercado, o que atraía compradores.

“O preço era bem atrativo e isso ajudava a trazer as vítimas, mas todo o contexto passava uma aparência de legalidade, fazendo as pessoas acreditarem que estavam fechando um negócio legítimo”, afirmou.

A Polícia Civil alerta para que consumidores desconfiem de ofertas muito vantajosas e reforça a importância de pesquisar a reputação de empresas e vendedores antes de fechar qualquer negócio.

“Antes de fazer qualquer tipo de negócio, é preciso cautela. Coisas excessivamente vantajosas geralmente não dão certo. Pesquisar a reputação na internet ajuda a evitar prejuízos”, concluiu a delegada.

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