O presidente da Rússia, Vladimir Putin, aceitou um pedido do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para suspender os ataques contra a Ucrânia até o dia 1º de fevereiro, segundo informou o Kremlin nesta sexta-feira. A medida teria como objetivo criar condições favoráveis para o avanço das negociações diplomáticas.
De acordo com o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, o pedido foi feito de forma direta pelo presidente americano. “O presidente Trump de fato pediu pessoalmente ao presidente Putin que se abstivesse de atacar Kiev por uma semana, até 1º de fevereiro, a fim de criar condições favoráveis para as negociações. É isso que posso dizer sobre o assunto”, afirmou.
Questionado por repórteres se Putin havia concordado com a solicitação, Peskov respondeu: “Sim, claro, houve um pedido pessoal do presidente Trump”, segundo a agência Reuters.
A Ucrânia informou que poderá retribuir a suspensão caso a Rússia interrompa os ataques à infraestrutura energética, especialmente em meio ao frio intenso que atinge o país. Nos últimos meses, bombardeios russos contra usinas e redes elétricas têm provocado apagões frequentes, afetando diretamente o sistema de calefação de prédios e residências.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Trump revelou o acordo na quinta-feira, durante uma reunião de gabinete na Casa Branca, ao mencionar o impacto das baixas temperaturas na região. “Pedi pessoalmente ao presidente Putin que não disparasse contra Kiev e várias cidades durante uma semana, e ele concordou em fazê-lo”, disse. “Muitas pessoas disseram: ‘Não desperdice a ligação, você não vai conseguir isso’. E ele conseguiu”, acrescentou.
Caso seja efetivamente cumprida, a interrupção temporária dos ataques representará um marco raro na guerra da Ucrânia, que está prestes a completar quatro anos e teve poucos cessar-fogos breves desde o início do conflito. O movimento também é visto como um indicativo do grau de influência e pressão que Trump consegue exercer — ainda que de forma limitada — sobre Putin.
As tratativas ocorrem menos de uma semana antes da próxima rodada de negociações trilaterais entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia, que buscam uma solução para o conflito. Segundo o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, apenas um ponto permanece sem consenso: a soberania da região de Donbas, no leste da Ucrânia, atualmente quase totalmente controlada por tropas russas.
Novas negociações estão previstas para ocorrer nos Emirados Árabes Unidos, no próximo domingo (1º). No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a data ou o local ainda podem ser alterados.
Apesar do anúncio, ucranianos ouvidos pela Reuters demonstraram ceticismo quanto ao cumprimento do cessar-fogo. “Não confio no Trump nem no Putin”, afirmou um morador de Kiev, refletindo a desconfiança da população após sucessivas tentativas frustradas de trégua ao longo do conflito.






