O Partido dos Trabalhadores (PT) em Pernambuco oficializou, durante encontro realizado neste sábado (28), no Teatro Beberibe, em Olinda, o apoio integral à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao governo do estado. A decisão, que consolida a aliança entre as duas legendas, reafirma a intenção do grupo político em fortalecer a Frente Popular no território pernambucano, alinhando-se aos objetivos estratégicos do governo federal.
Durante a reunião, a legenda também ratificou a pré-candidatura do senador Humberto Costa à reeleição, nome que possui longa trajetória legislativa. A chapa ganha contornos definitivos com a presença da ex-deputada federal Marília Arraes (PDT), que buscará uma vaga ao Senado, e do economista Carlos Costa (Republicanos), indicado para ocupar o posto de vice-governador. A articulação busca equilibrar forças entre os partidos aliados e garantir uma base sólida para a disputa eleitoral que se aproxima, consolidando um bloco de sustentação política robusto.
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A escolha pelo apoio a João Campos, embora tenha enfrentado debates internos no PT — com alas que defendiam a proximidade com a atual gestão da governadora Raquel Lyra (PSD) —, sustenta-se na convergência nacional entre PSB e PT. Essa união é vista como fundamental para dar sustentação ao projeto político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin, que pertence à cúpula do PSB. Segundo o documento político aprovado pelos filiados, a prioridade máxima é a coesão das forças progressistas contra o avanço da extrema-direita.
A memória de Eduardo Campos, ex-governador e pai de João Campos, foi evocada para justificar o fortalecimento dessa aliança histórica entre as legendas. Para o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, a deliberação dos petistas é um movimento de responsabilidade que transcende o âmbito regional, projetando unidade nacional e estabilidade para a continuidade dos governos populares em Pernambuco. O cenário político local, agora mais definido, sinaliza uma campanha intensa e polarizada nas próximas eleições, mantendo os olhos da capital voltados para os desafios do interior e da região metropolitana.






