O Partido Socialista Brasileiro (PSB) oficializou, durante reunião de sua Executiva Nacional realizada nesta quarta-feira (27), em Brasília, a estratégia de lançar o ex-ministro Márcio França como candidato ao Senado Federal pelo estado de São Paulo nas eleições de 2026. A decisão marca um movimento decisivo do partido para garantir protagonismo na disputa eleitoral no maior colégio eleitoral do Brasil, consolidando a influência da legenda no cenário político nacional e estadual.
Como parte integrante desta estratégia, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, agendou uma reunião estratégica com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para esta quinta-feira (28). O objetivo central do encontro é assegurar o apoio do Partido dos Trabalhadores ao nome de França, estabelecendo uma possível via de mão dupla em que o PSB declararia apoio à candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, criando um bloco de sustentação política robusto para o pleito vindouro.
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O cenário em São Paulo para 2026 apresenta complexidades, visto que o estado elegerá dois senadores. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também filiada ao PSB, surge como um nome consolidado para uma das vagas. O impasse, no entanto, reside na segunda candidatura, pleiteada pelo PSB e pela federação PSOL-Rede, que defende a ex-ministra Marina Silva. A resistência do PSB em aceitar Marina como a segunda opção deriva da avaliação interna de que França possui maior capilaridade no interior paulista e um diálogo mais fluido com o eleitorado de centro.
Pesquisas recentes da Quaest reforçam a competitividade da disputa, revelando um cenário de alta indecisão. Com a liderança de Tebet nas intenções de voto e o crescimento de nomes da oposição, as articulações conduzidas por João Campos e as decisões de Lula serão fundamentais para definir a chapa governista. O PSB mantém a postura de que a candidatura própria de Márcio França é o caminho mais viável para garantir a vitória e manter o alinhamento com a agenda do governo federal em um dos estados mais estratégicos do país.






