Entregadores por aplicativo do Recife marcaram um protesto para a manhã desta sexta-feira (27), com mobilização prevista na Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias da capital pernambucana.
Segundo os trabalhadores, o ato deve começar às 7h, mas o ponto exato de concentração não foi divulgado, estratégia adotada para evitar interferências na organização da mobilização.
A manifestação tem como principais pautas a falta de segurança para os entregadores, a regulamentação dos aplicativos e melhorias nas condições de trabalho. O movimento também demonstra apoio a protestos recentes realizados em São Paulo, onde houve fiscalização mais rigorosa sobre a exigência de cursos para motofretistas.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Entregadores, Empregados e Autônomos de Moto e Bicicleta por Aplicativos do Estado de Pernambuco, embora não seja o organizador oficial do ato, a entidade está dando suporte à mobilização. O presidente da categoria, Rodrigo Lopes, destacou a preocupação dos trabalhadores com possíveis exigências mais rígidas também em Pernambuco.
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Entre as reivindicações, está o debate sobre o chamado “PL dos Apps”, que tramita no Congresso Nacional e propõe regras para o setor. A categoria defende a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida, além de um valor adicional por quilômetro rodado e pagamento integral por entregas agrupadas.
Atualmente, o curso de motofrete já é obrigatório em Pernambuco, conforme normas do Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco. A ausência da qualificação pode resultar em infração gravíssima, com multa, pontos na CNH e retenção do veículo.
A mobilização pode causar lentidão e transtornos no trânsito, principalmente nas primeiras horas da manhã, na região central da cidade.






