Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco resultou na prisão, no município de Bonito, no Agreste do estado, de Ailton José da Silva, de 51 anos. O homem, que atuava como professor de uma escolinha de futebol, possuía um mandado de prisão expedido pela Justiça em decorrência de graves acusações de estupro de vulnerável. A captura ocorreu nesta última quarta-feira (8), após uma investigação que se estende há mais de uma década, trazendo à tona novamente casos que chocaram a comunidade local.
De acordo com informações fornecidas pelo delegado Patrick Marinho, titular da Delegacia de Bezerros, o inquérito policial teve início no ano de 2013. O procedimento foi instaurado a partir de denúncias formais apresentadas por familiares de crianças que, na época, frequentavam as aulas de futebol ministradas pelo suspeito. A apuração detalhada revelou que os abusos teriam ocorrido no ambiente da escolinha, local onde o acusado detinha a confiança dos pais e dos alunos.
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O histórico judicial de Ailton José da Silva aponta que ele já havia sido alvo de uma prisão preventiva no passado, quando as denúncias iniciais foram feitas. No entanto, ele obteve o direito de responder ao processo em liberdade, dando continuidade à sua vida enquanto a tramitação judicial seguia seu curso. Recentemente, a Polícia Civil localizou o paradeiro do suspeito em sua residência em Bonito, onde o mandado de prisão definitiva foi finalmente cumprido pelas equipes policiais.
Após ser conduzido à Delegacia de Plantão de Caruaru, o homem passou pelos procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça, que decidirá sobre os próximos desdobramentos processuais. Vale ressaltar que o acusado também possui histórico de passagem por categorias de base de clubes renomados de Caruaru, como o Clube Atlético do Porto e o Central Sport Club. Em comunicado oficial, a diretoria do Porto esclareceu que a passagem do indivíduo pelo clube ocorreu há mais de 15 anos e afirmou veementemente que não compactua com qualquer tipo de conduta criminosa, enfatizando que ele deverá arcar com as consequências de seus atos perante o Poder Judiciário. Até o presente momento, a defesa do acusado não foi localizada para comentar as acusações.






