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Procurador Pedro Jorge, símbolo de combate à corrupção no Sertão, entra para o Livro dos Heróis da Pátria

Por Redação Arcoverde Agora
Procurador Pedro Jorge, símbolo de combate à corrupção no Sertão, entra para o Livro dos Heróis da Pátria

O nome do procurador da República Pedro Jorge de Melo e Silva foi oficialmente inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A homenagem póstuma, sancionada pela Lei 15.446/2026, representa um marco histórico para o Direito brasileiro e para a memória do combate à corrupção no Estado de Pernambuco, honrando a memória de um magistrado que pagou com a própria vida pela sua integridade e coragem diante de um esquema criminoso que assolou o Sertão do estado.

A oficialização do reconhecimento ocorreu através de um projeto de lei de autoria da senadora pernambucana Teresa Leitão. A sanção foi realizada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, em cerimônia no Palácio do Planalto que contou com a presença de familiares do homenageado e representantes da Associação Nacional dos Procuradores da República, reforçando o legado inegável de Pedro Jorge na luta pela justiça.

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Pedro Jorge de Melo e Silva tornou-se nacionalmente conhecido ao desvendar o emblemático "Escândalo da Mandioca", ocorrido entre 1979 e 1981 no município de Floresta. Na ocasião, o procurador descobriu um esquema audacioso de desvio de recursos públicos do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Os envolvidos utilizavam documentação falsificada para obter empréstimos agrícolas e, posteriormente, simulavam quebras de safra devido a secas ou pragas, lesando os cofres públicos em um montante que, em valores corrigidos, superaria a marca de R$ 20 milhões.

A coragem de enfrentar poderosos, que incluíam parlamentares e servidores, levou Pedro Jorge a ser alvo de uma brutal perseguição. Mesmo sob constantes ameaças de morte, o procurador manteve sua posição firme, tornando réus 19 envolvidos no esquema. Contudo, em 3 de março de 1982, ele foi covardemente assassinado em Olinda. O crime chocou o país e mobilizou as autoridades da época. Após anos de trâmites judiciais, os executores do crime foram condenados, assim como o mandante, o ex-major da Polícia Militar José Ferreira dos Anjos. Com a inscrição no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, o Estado brasileiro reafirma que a trajetória de Pedro Jorge de Melo e Silva não será esquecida, consolidando seu nome como um exemplo fundamental de retidão ética e defesa do patrimônio público nacional.

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