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Procon-PE reúne barraqueiros de Ipojuca para definir regras de consumo nas praias

Por Redação Arcoverde Agora
Procon-PE reúne barraqueiros de Ipojuca para definir regras de consumo nas praias

Representantes da Associação de Barraqueiros de Ipojuca participaram de uma audiência na sede do Procon Pernambuco, no Recife, para discutir regras de atendimento e consumo nas praias do estado. O encontro ocorreu após a operação Consumo Livre, que fiscalizou cerca de 40 barracas e um restaurante em Porto de Galinhas, na última segunda-feira (5).

A ação integra um conjunto de medidas para coibir práticas abusivas depois que um casal de turistas foi agredido por barraqueiros na praia de Porto de Galinhas. Até o último balanço, 26 barracas já haviam sido notificadas. A operação contou com apoio da Prefeitura de Ipojuca e das polícias Civil e Militar, com foco na análise de documentação e estratégias de venda.

Entre as irregularidades combatidas estão a venda casada e a cobrança de consumação mínima para uso de mesas, cadeiras e guarda-sóis — práticas proibidas pelo Código de Defesa do Consumidor. Segundo o secretário executivo de Justiça e Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo, um documento com orientações está sendo finalizado para evitar dúvidas.

“Nós vamos finalizar um documento com todos esses pontos para que não haja dúvidas e que todos fiquem convergindo nesse mesmo objetivo e em parceria também com o município, que vai trazer a parte do ordenamento jurídico da praia”, explicou.

O secretário reforçou ainda que não há obrigatoriedade de consumo e que, no caso de aluguel de mesas e cadeiras, o consumidor pode levar alimentos de casa. “O consumidor pode trazer sua comida de casa, porque você está vendendo um serviço de aluguel de mesas e cadeiras. A gente vai deixar bem claro que não há obrigatoriedade de consumo, porque isso seria exigir uma consumação mínima”, afirmou.

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A reunião contou também com representantes da Prefeitura de Ipojuca e do Procon municipal. De acordo com o diretor do órgão na cidade, Antônio Carlos, as fiscalizações já vinham sendo realizadas antes do episódio de agressão.

“A gente já vem desenvolvendo esse trabalho de forma contínua e cada vez melhorando, cada vez aperfeiçoando porque o consumidor seguro, e turismo seguro, é compromisso de todos”, destacou, ao defender a atuação integrada entre secretarias e órgãos para padronizar orientações.

O debate ganhou força após o caso ocorrido em 27 de dezembro, quando um casal de turistas de Mato Grosso alegou ter combinado pagar R$ 50 pelo aluguel de cadeiras e guarda-sol, mas foi cobrado em R$ 80 ao sair sem consumir. A confusão terminou em agressão, e a barraca foi interditada pela prefeitura. A Polícia Civil investiga o caso.

Para Sueyde Rocha, advogada da Associação dos Barraqueiros, a reunião foi positiva. “Tudo que vem pra gente de forma educativa, soa positivo. Toda a categoria está bem orientada no âmbito, inclusive jurídico, para que essas políticas que estão sendo adotadas sejam pra melhor”, avaliou.

O Procon-PE reforçou os canais de denúncia para consumidores que se sentirem lesados: denuncia@procon.pe.gov.br e 0800 282 1512, além do atendimento presencial em unidades no estado, incluindo Ipojuca.

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