O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou presença nesta quinta-feira (19) na abertura da 17ª Caravana Federativa, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. Durante o evento, que reuniu prefeitos, vereadores e diversos gestores municipais interessados em viabilizar recursos federais, o petista aproveitou a ocasião para tecer duras críticas à condução administrativa do governador Tarcísio de Freitas, especialmente no que tange à relação institucional entre o governo estadual e os líderes municipais paulistas.
Segundo o chefe do Executivo federal, o Palácio dos Bandeirantes tem demonstrado uma postura pouco republicana ao negligenciar o atendimento a prefeitos que não compõem a base aliada do atual governo estadual. Lula destacou que, ao contrário do que observa em São Paulo, o governo federal mantém uma política de portas abertas, priorizando as necessidades da população acima das divergências partidárias que possam existir com os gestores locais.
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Durante seu discurso, o presidente relembrou passagens históricas com antigos governadores, como Mário Covas e Geraldo Alckmin, ressaltando que, em gestões anteriores do PT, o governo federal sempre priorizou a seriedade dos projetos em detrimento da coloração política dos prefeitos ou governadores beneficiados. O tom do discurso subiu quando Lula comentou sobre reclamações de parlamentares e ministros a respeito de obras inauguradas no estado de São Paulo com financiamento federal, onde, segundo os relatos, o governo estadual teria omitido a origem dos recursos ou o suporte essencial da União.
O evento contou ainda com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Haddad, figura central na política paulista, confirmou que deixará o Ministério da Fazenda, embora tenha mantido cautela sobre os detalhes de sua provável corrida eleitoral ao governo de São Paulo. A Caravana Federativa consolidou-se como um palco importante de articulação política, onde o Governo Federal reafirmou seu objetivo de descentralizar o acesso a verbas públicas, buscando desburocratizar o repasse para prefeituras de todo o estado, independentemente das posições ideológicas de seus representantes municipais.






