O presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, esteve em Garanhuns nesta quinta-feira (11) e explicou os motivos das recentes falhas no abastecimento de água no município, além de apresentar os investimentos previstos para a cidade e região.
Segundo Nóbrega, os problemas registrados nos últimos dias foram “pontuais e associados a estouramentos de tubulações e queima de bombas”, situações que, segundo ele, já foram “corrigidas pela Companhia”.
Apesar da percepção ainda negativa da população — que continua relatando falta d’água em vários bairros, situação usada inclusive por oposicionistas — o presidente afirmou que a vazão atual do sistema é maior do que a registrada em julho, durante o Festival de Inverno, e suficiente para atender Garanhuns.
“O bombeamento já foi restabelecido, e a água está chegando gradativamente aos pontos onde houve maior impacto”, disse, destacando que áreas mais altas ou distantes ainda podem sofrer variações de pressão até a estabilização completa.
Entre as ações recentes, Douglas citou manutenções de grande porte no conjunto de bombas e a chegada de novos equipamentos, que serão instalados após o período festivo “para evitar interrupções em um momento de maior consumo”.
Ele reforçou que, caso persistam problemas pontuais, os moradores devem procurar a loja de atendimento da Compesa para abertura de chamados e verificação de possíveis falhas individuais.
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Investimentos anunciados
Durante a entrevista, Nóbrega afirmou que Garanhuns está entre as prioridades do Governo do Estado e da Compesa. Estão assegurados R$ 42 milhões para modernização da ETA, substituição de trechos da rede e melhorias estruturais do sistema.
Além disso, um financiamento de R$ 1,2 bilhão a ser firmado com a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) destinará cerca de R$ 70 milhões ao município, totalizando R$ 112 milhões em investimentos até 2028.
Os recursos também contemplam a modernização dos sistemas de bombeamento de Cajueiro, Inhumas e Mundaú, com execução prevista para dois anos e meio.
Concessão parcial da Compesa
Douglas ainda esclareceu dúvidas sobre a concessão parcial da Compesa, cujo leilão está marcado para o próximo dia 18, na Bolsa de Valores de São Paulo.
Ele afirmou que a estatal continuará pública, responsável pela captação, tratamento e produção de água, enquanto a distribuição será feita por uma empresa privada que deverá investir no mínimo R$ 19 bilhões em melhorias no Estado.
A regulação será conduzida pela ARPE, que está ampliando seu quadro técnico.
“Não existe liberdade para aumento de tarifa fora das regras. Tudo será controlado pelo órgão regulador”, afirmou.






