A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de suspender a Lei da Dosimetria até que o mérito da questão seja analisado pelo Plenário da Corte, provocou uma onda de críticas imediatas por parte de pré-candidatos à Presidência da República vinculados ao espectro político da direita. O magistrado fundamentou sua determinação citando ações que questionam a constitucionalidade da norma, defendendo que o debate jurídico deve ser concluído pela instância máxima do Judiciário antes da aplicação integral das novas regras.
A reação dos parlamentares e governadores foi imediata e enfática, transformando o caso em mais um capítulo do acirrado embate entre o Judiciário e o Legislativo. Durante o último fim de semana, figuras proeminentes do cenário nacional utilizaram suas redes sociais para condenar o que classificaram como uma interferência indevida na autonomia do Congresso Nacional, intensificando o debate sobre os limites da atuação dos magistrados na esfera política e institucional brasileira.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou Moraes de praticar uma invasão de competências, sugerindo um suposto jogo combinado entre o ministro e o Legislativo durante a tramitação da matéria. Por sua vez, o governador Ronaldo Caiado (PSD) definiu a medida como um exemplo deplorável de ativismo judicial, argumentando que tal postura agrava a polarização e desvia o foco da classe política dos problemas reais enfrentados pela população, como a crise na segurança pública e na saúde.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), elevou o tom ao sugerir que a atual conjuntura exige uma discussão sobre processos de impeachment de ministros do STF. Zema reforçou que nenhum magistrado deveria ser considerado intocável e defendeu mudanças profundas na legislação que rege a magistratura, argumentando que a conduta dos integrantes da Corte tem gerado insegurança jurídica e frustração nas instituições brasileiras. O episódio coloca o papel do Supremo no centro da pauta das eleições, prometendo ser um dos temas recorrentes nos palanques de 2026.






