A proibição do funcionamento do Programa Carretada da Mulher no município de Correntes, no Agreste de Pernambuco, tem provocado forte repercussão negativa entre moradores e lideranças políticas da região. A ação, promovida pelo Governo de Pernambuco, levaria à cidade carretas equipadas para a realização de diversos exames e atendimentos voltados à saúde da mulher, beneficiando também municípios vizinhos.
A decisão partiu da Prefeitura de Correntes, sob a gestão do prefeito Edmilson da Bahia (PT), conhecido por ser apoiador do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Com a medida, mulheres da cidade deixaram de ter acesso facilitado a serviços essenciais de saúde oferecidos gratuitamente pelo programa estadual.
Diante das críticas, a gestão municipal escalou o secretário de Saúde, Geovânio Santos, para apresentar a versão oficial do município e justificar o impedimento da estrutura na cidade. A explicação, no entanto, não convenceu parte da população, que questiona se o argumento apresentado é suficiente para barrar uma ação de impacto direto na saúde pública feminina.
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Moradores e internautas têm se manifestado nas redes sociais, afirmando que a decisão demonstra falta de sensibilidade com as reais necessidades da população, especialmente em um contexto em que o acesso a exames especializados ainda é limitado em muitos municípios do interior.
O caso segue repercutindo, com cobranças para que a Prefeitura reveja a decisão e priorize iniciativas que ampliem o cuidado, a prevenção e a dignidade no atendimento à saúde das mulheres de Correntes e da região.






