O prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciou na noite desta segunda-feira (26) sobre denúncias de suposta espionagem da Polícia Civil de Pernambuco contra integrantes da administração municipal. A manifestação ocorreu por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais.
Segundo o prefeito, as diligências relatadas teriam sido realizadas sem autorização judicial e fora dos trâmites legais, o que, na avaliação dele, compromete a legalidade da atuação policial. João Campos afirmou que pretende adotar providências formais para que os fatos sejam devidamente apurados.
De acordo com o gestor, reportagens exibidas pela TV Record apontam que inquéritos teriam sido reabertos sem respaldo formal, além da realização de monitoramento irregular, incluindo a instalação de um rastreador em um veículo oficial da prefeitura, sem ordem judicial. Ele ressaltou que não se opõe a investigações, desde que conduzidas dentro da lei.
João Campos também afirmou que as diligências não identificaram irregularidades envolvendo o secretário de Articulação Política e Social, Gustavo Monteiro, nem seu irmão, Eduardo Monteiro. Conforme o prefeito, a existência do procedimento só se tornou pública após divulgação pela imprensa.
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Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo municipal questionou quem teria autorizado as ações e a formação de um grupo informal de policiais para conduzir as diligências. Ele ainda citou episódios anteriores, como acusações feitas durante as eleições de 2024 sobre a gestão de creches municipais, as quais classificou como falsas.
Ao final, João Campos declarou que buscará a responsabilização dos envolvidos e defendeu que disputas eleitorais ocorram dentro das regras legais e democráticas, destacando a importância do respeito às instituições.
Mais cedo, a líder da bancada governista na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputada Socorro Pimentel (UB), divulgou nota em defesa da atuação da Polícia Civil do Estado. A parlamentar afirmou que a oposição estaria agindo de má fé ao tentar transformar a investigação em um circo midiático.
Na nota, a deputada declarou que “nenhum político, ocupante de cargo público ou cidadão comum pode estar acima da lei” e questionou se investigar possível recebimento de propina seria um ataque à democracia ou apenas uma afronta a interesses políticos. Ela concluiu afirmando confiar no trabalho técnico, responsável e legal da Polícia Civil de Pernambuco.






