O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (União Brasil), manifestou, na última terça-feira (17), uma postura firme e crítica em relação ao aumento exponencial dos cachês cobrados por atrações artísticas em eventos organizados por prefeituras pernambucanas. Durante a solenidade de posse de Pedro Freitas como presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), o gestor enfatizou que a administração pública não pode se curvar a exigências financeiras que comprometem o orçamento básico destinado às necessidades essenciais da população.
Estrela destacou a desproporcionalidade nos valores praticados pelo mercado artístico recente, citando bandas que tiveram seus custos elevados drasticamente em curtos intervalos de tempo. Segundo o gestor, é inadmissível priorizar despesas de entretenimento em patamares milionários enquanto o município enfrenta demandas urgentes de infraestrutura e serviços públicos. A fala do prefeito reflete o sentimento de diversos gestores que buscam equilibrar a realização de festividades culturais com a austeridade exigida pela responsabilidade fiscal.
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Em resposta a essa realidade, a Amupe, sob a nova presidência de Pedro Freitas, aprovou a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês em eventos municipais, decisão consolidada após pesquisa que ouviu 81% dos municípios pernambucanos. O valor foi definido como um consenso entre a maioria dos prefeitos, que apontavam uma faixa de custo entre R$ 300 mil e R$ 400 mil como viável. A iniciativa conta com o apoio de órgãos de controle, incluindo o Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e o Ministério Público de Pernambuco (MPPE).
É importante ressaltar, conforme esclareceu Pedro Freitas, que a medida atua como uma orientação estratégica, respeitando a autonomia administrativa das prefeituras. O objetivo central é criar um parâmetro de equilíbrio diante da inflação nos custos de contratação, permitindo que os gestores tenham uma base legal e técnica mais sólida para negociar, sem sacrificar os cofres públicos. O presidente da Amupe reforçou que a recomendação prevê exceções, adequando-se à realidade financeira de cada município e garantindo que o setor cultural não seja paralisado, mas sim regulado com maior transparência e bom senso.






