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Preço da carne bovina atinge patamar recorde no atacado brasileiro

Por Redação Arcoverde Agora
25/04/2026 - Atualizado há 5 horas
Preço da carne bovina atinge patamar recorde no atacado brasileiro

O mercado brasileiro de proteína animal enfrenta um momento de tensão econômica, com o preço da carne bovina negociada no atacado da Grande São Paulo atingindo níveis recordes neste mês. De acordo com dados levantados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o valor médio da carcaça casada — que compreende o traseiro, dianteiro e ponta de agulha — chegou à marca inédita de R$ 25,05. Este cenário representa um incremento expressivo de 45% nos preços se comparado ao período de abril de 2024, consolidando uma trajetória de alta contínua e desafiadora para toda a cadeia produtiva e, consequentemente, para o consumidor final.

A escalada de preços possui fundamentação técnica em dois pilares principais: a escassez de oferta de animais prontos para o abate e a pressão exercida pelo mercado externo. Especialistas do setor, como o pesquisador Thiago Bernardino de Carvalho, explicam que, durante o primeiro quadrimestre, o gado permanece majoritariamente em pastagem devido ao ciclo climático, o que restringe o fluxo de abate. Somado a isso, o Brasil tem mantido patamares históricos de exportação, com uma demanda internacional crescente que tem absorvido grande parte da produção nacional, reduzindo o volume disponível para o abastecimento interno e pressionando as cotações nas bolsas de valores.

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O reflexo dessa alta já é sentido de forma severa nas gôndolas dos supermercados. Conforme apurado pelo Índice de Cesta Básica (ICB-Esalq), o preço da carne de primeira registrou uma elevação significativa, saltando de R$ 44,24 em janeiro para R$ 54,84 em março deste ano. Este aumento, superior a R$ 10,00 por quilo, impacta diretamente o poder de compra das famílias brasileiras, que mantêm a carne bovina como um dos itens de maior relevância em sua dieta habitual. Apesar da inadimplência e das restrições orçamentárias das famílias, o consumo interno tem se mantido resiliente, embora a tendência aponte para um cenário de substituição de proteínas.

Especialistas do Conselho Regional de Economia sugerem que, diante da manutenção dessa tendência altista, é provável que o consumidor busque alternativas mais acessíveis para compor suas refeições. Proteínas como frango, suínos, ovos e cortes de peixes ganham espaço como alternativas estratégicas para mitigar o impacto no custo da cesta básica. Contudo, a preocupação central permanece voltada para o longo prazo, visto que a combinação de alta demanda externa com restrições produtivas estruturais coloca o setor pecuário em um ciclo de preços elevados que deve persistir nas próximas semanas, exigindo atenção redobrada dos varejistas e dos consumidores brasileiros.

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