O ex-policial militar Leonardo Vieira Gomes foi oficialmente expulso da Polícia Militar de Pernambuco, conforme determinação publicada nesta terça-feira (9) no Diário Oficial do Estado. A decisão, assinada pelo secretário de Defesa Social, Alessandro Carvalho, ocorre em decorrência do feminicídio cometido contra a comerciante e estudante de gastronomia Amanda Carolina Pacheco Pereira, de 34 anos. O crime, que chocou a região metropolitana, aconteceu em abril de 2025, no bairro de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes.
O processo administrativo disciplinar instaurado pela Secretaria de Defesa Social (SDS) concluiu que o comportamento de Leonardo Vieira foi incompatível com as funções de um agente da lei. Segundo as investigações, após efetuar o disparo contra a vítima, o então policial tentou alterar a cena do crime, colocando sua arma pessoal na mão de Amanda na tentativa de simular um suicídio. Além disso, o agente fugiu do local sem prestar qualquer tipo de assistência, conduta classificada pela cúpula da segurança pública como inaceitável e gravíssima.
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Relembrando o caso, a vítima estava na companhia de Leonardo na residência de uma madrinha quando o disparo foi efetuado. Na época, embora tenha sido preso em flagrante, o acusado recebeu liberdade provisória no mesmo dia pela Justiça de Pernambuco, sob o entendimento de que ele possuía residência fixa e não representava risco imediato ao processo. Medidas cautelares, como a apresentação mensal à Justiça e a proibição de se ausentar da comarca sem aviso prévio, foram impostas naquela ocasião.
A defesa do ex-policial, até o presente momento, não se manifestou publicamente sobre a expulsão ou o status atual da prisão do acusado. O caso segue sob acompanhamento das autoridades judiciárias, enquanto a sociedade pernambucana continua cobrando respostas contundentes diante de episódios de violência contra a mulher. A exclusão definitiva de Leonardo Vieira da PMPE representa, segundo a SDS, a necessidade de manter a disciplina e a ética dentro das forças de segurança do Estado, repudiando atos criminosos cometidos por quem deveria zelar pela proteção da população.






