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Polícia Federal investiga possível envolvimento de Léo Dias em esquema financiado pelo Banco Master

Por Redação Arcoverde Agora
Polícia Federal investiga possível envolvimento de Léo Dias em esquema financiado pelo Banco Master

A Polícia Federal (PF) deu um passo importante no curso das investigações que apuram a conduta do Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. A autoridade policial busca esclarecer se a instituição financeira teria financiado, de forma direta ou indireta, uma rede de influenciadores digitais com o objetivo de promover ataques coordenados contra o Banco Central. O foco da operação é entender o papel de comunicadores e agências de publicidade na disseminação de informações distorcidas após a liquidação do banco. Entre os nomes que a PF pretende ouvir está o do comunicador Léo Dias, cujo depoimento inicial estava agendado para a última quinta-feira (30).

No entanto, a oitiva foi adiada após a defesa de Léo Dias alegar que ainda não teve pleno acesso aos autos do inquérito, um direito constitucional garantido para o exercício da ampla defesa. Fontes ligadas à investigação confirmaram que uma nova data será remarcada pela Polícia Federal. O objetivo principal dos investigadores é mapear se houve aporte financeiro por parte do Banco Master ao grupo empresarial de Léo Dias e, principalmente, qual seria a motivação desses pagamentos. A suspeita central gira em torno da hipótese de que o capital do banco tenha sido utilizado para custear campanhas de desinformação, visando pressionar o Banco Central quanto à sua atuação na gestão da crise da instituição financeira.

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Além da figura de Léo Dias, as autoridades apuram a participação de Thiago Miranda, proprietário da Miranda Comunicação, também denominada Agência MiThi. Documentos da Receita Federal apontam uma conexão societária direta entre Miranda e o grupo de Léo Dias, com o compartilhamento de registros de CNPJ e contatos telefônicos comuns a ambas as empresas. Em um dos perfis de WhatsApp vinculados a esses números, a identificação aponta claramente para o setor financeiro da empresa de Léo Dias. A assessoria do comunicador reconheceu que Thiago Miranda mantém vínculo societário no grupo, corroborando a tese de que o fluxo financeiro está sob análise minuciosa dos investigadores.

A defesa do Banco Master e os demais envolvidos seguem acompanhando os desdobramentos da investigação. A PF busca determinar se os ataques virtuais foram uma tentativa deliberada de manipulação da opinião pública, o que poderia configurar crimes financeiros e contra a ordem pública. À medida que novos depoimentos ocorrerem e as quebras de sigilo forem analisadas, espera-se que o verdadeiro alcance dessa suposta rede de influenciadores e seus contratantes seja revelado, trazendo clareza sobre a relação entre o capital financeiro e o mercado de influência digital no Brasil.

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