A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (03/06), a denominada "Operação Não Fume", uma ação estratégica de abrangência nacional voltada ao combate rigoroso à entrada, distribuição e comercialização ilegal de produtos fumígenos em território brasileiro. A ofensiva policial mira desarticular grupos criminosos complexos especializados na internalização clandestina de cigarros convencionais e dispositivos eletrônicos de fumar, os chamados vapes, que não possuem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização no Brasil.
Para a execução da operação, foram mobilizados cerca de 200 agentes da Polícia Federal, que cumprem um total de 51 mandados de busca e apreensão. As diligências estão concentradas em sete estados brasileiros: Pará, Paraná, Tocantins, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso e Goiás. O objetivo principal da força-tarefa é reunir provas que conectem os investigados às redes de logística criminosa responsáveis por abastecer o mercado ilícito, prejudicando a concorrência legal e a economia nacional.
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De acordo com as autoridades, o contrabando de cigarros não é um crime isolado, estando frequentemente vinculado a redes de lavagem de dinheiro, corrupção e outras atividades ilícitas organizadas. Além do severo impacto negativo na arrecadação tributária, que compromete os cofres públicos, a Polícia Federal destaca o grave risco sanitário imposto à população. A circulação desses itens ocorre sem qualquer fiscalização ou controle de qualidade, expondo consumidores a substâncias químicas desconhecidas e sem garantia de procedência.
Os envolvidos nesta rede criminosa deverão responder pelos crimes de contrabando e associação criminosa, cujas penas somadas podem ser severas conforme o grau de participação na estrutura delituosa. A Polícia Federal reitera que as investigações seguem em curso, com a análise do material apreendido durante as buscas, podendo levar à identificação de novos alvos e à extensão das conexões criminosas em outras unidades da federação. O Arcoverde Agora continuará acompanhando o desenrolar desta operação e trará novas atualizações à medida que os dados forem consolidados pela corporação.






