Uma investigação conduzida pela Polícia Federal (PF) trouxe à tona indícios graves de irregularidades envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL). Segundo os investigadores, Castro mantinha um vínculo pessoal estreito e um alinhamento político estratégico com o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Este relacionamento teria sido fundamental para viabilizar o aporte de cerca de R$ 3,7 bilhões do RioPrevidência, fundo responsável pela aposentadoria dos servidores estaduais, em operações financeiras questionáveis do referido banco.
Os detalhes dessa teia de influências constam em uma representação enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), culminando na autorização, pelo ministro André Mendonça, da 8ª fase da Operação Compliance Zero. Durante a ação, agentes da Polícia Federal realizaram buscas na residência do ex-governador, na Barra da Tijuca, apreendendo dispositivos eletrônicos. A investigação sugere que decisões técnicas dentro do órgão previdenciário foram subvertidas para atender interesses privados, configurando o que as autoridades classificam como interferência política indevida na gestão de recursos públicos.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
A apuração revela um padrão de comportamento que superava o contato institucional. A PF documentou uma sincronia preocupante entre encontros privados entre Castro e Vorcaro — muitas vezes ocorridos em viagens ou eventos fora do país — e os repasses financeiros realizados pelo RioPrevidência ao Banco Master. De acordo com os investigadores, essa 'coincidência temporal' afasta qualquer possibilidade de casualidade, evidenciando uma estrutura montada para facilitar o fluxo de capital para operações classificadas como temerárias.
Além do alinhamento político, o relatório aponta mudanças estratégicas na cúpula do RioPrevidência antes dos aportes. Cargos-chave foram ocupados por pessoas que teriam ignorado alertas técnicos e pareceres de órgãos de controle que desaconselhavam os investimentos. O Ministério Público Federal (MPF) reforçou a tese de uma organização criminosa estruturada para captar recursos de Regimes Próprios de Previdência Social, ignorando regulamentações e expondo o patrimônio dos servidores a riscos elevados. Enquanto o processo segue sob sigilo e análise do STF, o caso coloca sob holofotes a fragilidade da governança em fundos estaduais de previdência e a necessidade de maior transparência na gestão desses recursos.






