A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (12), uma operação de grande envergadura voltada ao combate direto às facções criminosas que operam em território nacional. A ação, que mira crimes de lavagem de dinheiro, tráfico de entorpecentes e comércio ilegal de armas, conta com a mobilização das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO's) em 16 estados da federação. Ao todo, a operação mobiliza o cumprimento de 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão, representando um dos maiores esforços coordenados das forças de segurança pública nos últimos anos para desarticular a logística financeira e operacional das organizações criminosas.
Paralelamente às intervenções policiais, o Governo Federal oficializa hoje o programa "Brasil Contra o Crime Organizado". O evento, realizado no Palácio do Planalto com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca o início de uma nova estratégia de segurança pública. O plano prevê um aporte financeiro robusto de R$ 11 bilhões, com R$ 1 bilhão oriundo do orçamento de 2026 e R$ 10 bilhões viabilizados por meio de linhas de crédito do BNDES destinadas ao fortalecimento das estruturas estaduais de segurança.
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A amplitude da operação é vasta, alcançando estados como Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, por exemplo, operações como a 'Paper Stone' e 'Rota Andina' focaram na logística aérea e lavagem de capitais, com sequestros patrimoniais que chegam a quase R$ 98 milhões. Na Paraíba e Minas, a Operação Trapiche desarticulou núcleos liderados por detentos dentro do sistema prisional.
Outras ações de destaque incluem a Operação Barba II, no Rio Grande do Norte e Paraíba, que resultou no bloqueio de R$ 13 milhões em bens ligados ao tráfico, e a Operação Rota Final, no Rio de Janeiro, focada no combate ao roubo de cargas. Em todo o país, a estratégia é clara: neutralizar as fontes de renda, a movimentação de ativos ilícitos e a infraestrutura logística que sustenta a violência urbana e interestadual. As autoridades reforçam que este é apenas um passo inicial dentro de um planejamento de longo prazo que visa a descapitalização sistemática das facções, garantindo maior estabilidade e segurança para a população brasileira em todas as regiões atingidas pelos grupos criminosos.






