Uma operação da Polícia Federal realizada no Aeroporto Internacional do Recife, localizado no bairro da Imbiribeira, resultou na prisão em flagrante de uma mulher, de 29 anos, suspeita de tráfico interestadual de entorpecentes. A ação ocorreu durante procedimentos de fiscalização de rotina, quando agentes identificaram uma irregularidade na bagagem da passageira, que trazia consigo cerca de 6,8 quilos de cocaína.
A estratégia utilizada pela suspeita para tentar ludibriar a fiscalização aeroportuária chamou a atenção pela sofisticação artesanal. A droga estava ocultada dentro de um tabuleiro de xadrez, cujas peças e estrutura foram modificadas para conter os tabletes do entorpecente, sendo envelopadas com um material que simulava perfeitamente a textura e a aparência de madeira, dificultando a detecção visual imediata pelos agentes.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
Segundo informações oficiais divulgadas pela Polícia Federal, o flagrante ocorreu na última quinta-feira (14), embora a divulgação pública dos detalhes do caso tenha sido feita apenas na segunda-feira (18). A passageira, que não teve sua identidade revelada pelas autoridades, relatou que o carregamento ilícito havia sido embarcado em Manaus, no Amazonas, e teria como destino final a capital paraibana, João Pessoa.
Em seu depoimento preliminar, a mulher admitiu que receberia o valor de R$ 3 mil pelo serviço de transporte do entorpecente até o destino combinado. Diante dos fatos, ela foi conduzida às dependências da Polícia Federal para a formalização do auto de prisão em flagrante. A detida responderá pelo crime de tráfico interestadual de drogas, tipificado na Lei de Drogas, cuja pena máxima, somada às agravantes, pode atingir até 15 anos de reclusão.
A passageira foi encaminhada para a realização de audiência de custódia, procedimento que define se ela permanecerá sob custódia do Estado ou responderá em liberdade. O caso reforça o empenho das forças de segurança na vigilância dos aeroportos brasileiros como estratégia para coibir o fluxo de substâncias ilícitas entre os estados, utilizando tecnologias de escaneamento e técnicas de inspeção minuciosa para frustrar táticas cada vez mais inusitadas de ocultação utilizadas por traficantes.






