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Pernambucanas são resgatadas em casa de prostituição no Rio Grande do Norte

Por Redação Arcoverde Agora
Pernambucanas são resgatadas em casa de prostituição no Rio Grande do Norte

A Polícia Civil de Pernambuco, em parceria com a Polícia Civil do Rio Grande do Norte, resgatou quatro adolescentes que estavam sendo obrigadas a trabalhar em um estabelecimento que funcionava como casa de prostituição no município de São Rafael (RN).

Uma mulher de 27 anos, apontada como responsável pelo aliciamento das menores e proprietária do local, foi presa em flagrante. A ação aconteceu na terça-feira (24), durante a Operação Anjos do Sol, que contou com a participação de oito agentes.

Três das adolescentes são residentes do Recife e a quarta mora em Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana. As vítimas foram encaminhadas à rede de proteção e devem retornar para suas cidades de origem.

Segundo o delegado Paulo Furtado, gestor da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a operação teve início após uma denúncia da família de uma das adolescentes, recebida na segunda-feira (23). A jovem estava desaparecida há meses, e a família suspeitava que ela havia sido captada para práticas ilícitas.

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O delegado explicou que a suspeita aliciava as adolescentes — todas de famílias em situação de vulnerabilidade — fazendo promessas de emprego com altos rendimentos, incluindo ofertas ligadas a “ser modelo” ou “influencer digital”, apresentando fotos e promessas de ganhar muito dinheiro.

A mulher presa foi encaminhada ao sistema prisional do Rio Grande do Norte, onde permanece à disposição da Justiça. Ela responderá pelos crimes de manter casa de prostituição, cárcere privado e exploração sexual de menores, previsto no artigo 218-B do Código Penal, um crime inafiançável com pena que pode variar de 7 a 16 anos de reclusão.

De acordo com as investigações, o local em que as adolescentes eram mantidas era precário e insalubre, com colchões no chão. Há indícios de que a responsável criava um mecanismo de dependência financeira, alegando dívidas para dificultar que as vítimas deixassem o local.

O caso continua sendo investigado pelas autoridades competentes.

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