A Polícia Civil de Pernambuco encerrou as investigações sobre o brutal assassinato do comissário Fábio Fernando Souza da Câmara, de 52 anos, ocorrido em 28 de março deste ano, no bairro de Cidade Tabajara, em Olinda. O crime, que chocou a corporação e a sociedade pernambucana, foi classificado como latrocínio — roubo seguido de morte. Após meses de diligências minuciosas, as autoridades confirmaram a prisão dos três envolvidos na ação criminosa, que contaram com o auxílio fundamental de imagens de câmeras de segurança e depoimentos de testemunhas.
Conforme detalhado pelo delegado João Paulo de Andrade durante a coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (11), a dinâmica do crime foi reconstruída com precisão. A vítima estava acompanhada de sua namorada em uma motocicleta quando foi abordada por dois veículos ocupados pelos suspeitos. Durante a tentativa de assalto, o comissário reagiu ao perceber a ameaça, resultando em uma troca de tiros que culminou em seu falecimento. Os criminosos, que desconheciam a identidade profissional da vítima, fugiram imediatamente após o disparo fatal.
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Os três detidos desempenharam funções específicas no crime. O primeiro suspeito, um homem de 26 anos, foi capturado em 28 de abril e atuava no apoio e observação, pilotando uma das motocicletas. Em junho, foram presos os demais envolvidos: o executor dos disparos, de 23 anos, e o condutor da outra motocicleta, de 18 anos. Segundo a polícia, todos os indivíduos já possuíam histórico criminal prévio, abrangendo delitos como homicídio e roubo, o que demonstra a periculosidade do grupo desarticulado pela operação policial.
A prisão destes suspeitos representa um passo importante para a justiça e traz um alento aos familiares e colegas de farda do comissário, que servia à Polícia Civil desde 2003. A colaboração da namorada da vítima, que estava no local e sobreviveu, foi um pilar essencial para que a investigação alcançasse os autores do latrocínio. A Polícia Civil reitera seu compromisso em combater a violência no estado e reforça que não medirá esforços para manter os responsáveis pelo crime sob custódia, garantindo que o legado de serviço e dedicação do comissário Fábio Fernando não seja esquecido pela impunidade.






