A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação Network para desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet por meio de sites e páginas falsas de venda de veículos. A ação resultou na prisão de cinco pessoas em Fortaleza (CE) e na retirada do ar de 92 páginas fraudulentas.
Ao todo, estão sendo cumpridos oito mandados de prisão e nove de busca e apreensão. As investigações tiveram início em agosto de 2023, após denúncias de fraudes envolvendo anúncios falsos na cidade de Araripina, no Sertão pernambucano.
Segundo a Polícia Civil, a quadrilha utilizava identidades falsas para atrair compradores, receber valores e, posteriormente, lavar o dinheiro com o objetivo de dificultar o rastreamento. De acordo com a delegada Camila Nogueira, titular da Delegacia de Araripina, já foram identificados mais de 100 boletins de ocorrência em nove estados do país.
“A operação conseguiu mapear a atuação desses criminosos e verificou mais de 100 boletins de ocorrência em nove estados da federação. É um grupo que segue em atividade desde 2023, com registros inclusive em 2026”, afirmou a delegada.
A operação contou com atuação integrada das forças de segurança de Pernambuco e do Ceará, com apoio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp e do Ciberlab do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo, 56 policiais civis participaram da ação.
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Além das prisões, a polícia informou que os sites usados no esquema foram desindexados de mecanismos de busca, impedindo novas vítimas. Entre os presos, há suspeitos com vínculos com facções criminosas do Ceará, incluindo pessoas que já estavam no sistema prisional. Mandados de busca também foram cumpridos na Penitenciária de Itaitinga.
Durante as buscas, foram apreendidos:
20 aparelhos celulares
23 chips telefônicos com DDDs de diversos estados
um computador
um notebook
Os investigados poderão responder por estelionato eletrônico, falsa identidade, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a até 26 anos de prisão, além de multa.
O nome Operação Network faz referência à rede de páginas falsas utilizada pelos criminosos e à atuação integrada das forças de segurança no combate aos crimes cibernéticos.






