Uma recente publicação feita pela primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, nas redes sociais, gerou uma onda de repercussão e dúvidas entre internautas brasileiros acerca da legalidade do consumo de carne de paca. No registro em vídeo, Janja aparece preparando o prato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o feriado de Páscoa, o que despertou questionamentos imediatos sobre a permissão legal para a ingestão desse tipo de proteína animal no país, dado que a paca é frequentemente associada à fauna silvestre.
Diante da crescente inquietação pública, a primeira-dama utilizou o próprio espaço de interação para esclarecer o contexto do alimento. Em uma nota pública, Janja afirmou que a carne utilizada no preparo não foi fruto de caça ilegal, mas sim um presente proveniente de um produtor devidamente licenciado. Ela citou, inclusive, a exibição de reportagens jornalísticas recentes que demonstram o funcionamento de criadouros autorizados de animais silvestres no Brasil, reforçando que o consumo é plenamente permitido desde que o produto seja oriundo de fontes regulamentadas.
📲 Fique por dentro das notícias de Arcoverde!
Agora o Arcoverde Agora também tem um canal oficial no WhatsApp, onde você recebe em primeira mão as principais informações da cidade e do Sertão do Moxotó.
👉 Clique aqui e entre no nosso canal
A legislação brasileira é bastante rigorosa quanto à proteção da fauna silvestre. Segundo as diretrizes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a caça e a comercialização direta de animais silvestres capturados na natureza são estritamente proibidas e configuram crime ambiental. Entretanto, a lei abre uma exceção importante: o comércio de carne e a criação de animais silvestres são legalizados quando realizados por criadouros comerciais que possuam licença específica concedida pelos órgãos ambientais competentes.
Para que um criadouro de paca opere dentro da legalidade, o proprietário deve seguir um longo e criterioso processo burocrático, que pode levar cerca de um ano até a obtenção das autorizações definitivas. Esses estabelecimentos são submetidos a fiscalizações periódicas, garantindo que o plantel seja originado de linhagens nascidas em cativeiro e nunca retiradas do meio ambiente. Portanto, o episódio serve como um alerta educativo para a população sobre a distinção entre a exploração predatória, que é ilegal, e a produção pecuária de animais silvestres licenciada, que busca fomentar uma fonte alternativa de proteína com controle sanitário e ambiental rigoroso sob o olhar do poder público.






