Uma grave denúncia envolvendo o uso de recursos públicos em Fernando de Noronha tem gerado repercussão e indignação entre os moradores do arquipélago. A empresária Lucinara Kadaatz dos Santos, de 38 anos, está sob investigação após relatos de que teria usufruído de benefícios custeados pelo poder público, como passagens aéreas, alimentação e hospedagem no Recife, mesmo encontrando-se em situação migratória irregular na ilha. A situação se agrava com o fato de a mulher ser alvo de diversas investigações por suspeita de estelionato.
Conforme informações levantadas junto à gestão da ilha, a situação da empresária tornou-se irregular após o dia 7 de junho de 2023, data em que houve a rescisão de seu contrato de trabalho com uma empresa local. Embora a legislação exija a comprovação da saída da ilha após o desligamento profissional, não foram encontrados registros de que Lucinara tenha deixado o território naquele período. Apenas em janeiro de 2024, ela foi formalmente notificada sobre as pendências administrativas, evidenciando as limitações da Administração de Noronha no controle de permanência de indivíduos, dada a proteção constitucional ao direito de ir e vir.
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A questão envolvendo os benefícios de saúde, especificamente o Tratamento Fora de Domicílio (TFD), também causou controvérsia. Documentos da Defensoria Pública de Pernambuco atestam o pedido de custeio integral para o tratamento de saúde da empresária, que estava grávida. O governo do estado defende que o atendimento ocorreu em estrito cumprimento da lei, assegurando o acesso universal garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o qual não poderia ser negado mesmo diante de irregularidades administrativas ou financeiras da paciente.
Além do imbróglio administrativo, a Polícia Civil de Pernambuco mantém atenção sobre as atividades da empresária. O delegado Rodolfo Cartaxo confirmou a existência de oito boletins de ocorrência registrados contra ela, concentrados entre Fernando de Noronha e a praia de Porto de Galinhas. As acusações abrangem estelionato, dano qualificado, resistência à prisão e ameaça. A defesa da acusada nega todas as irregularidades imputadas e afirmou que buscará o Ministério Público de Pernambuco para esclarecer os fatos e realizar um pronunciamento oficial posteriormente. O caso segue sendo monitorado pelas autoridades competentes.






