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Plano de investimento de filme sobre Jair Bolsonaro prometia visto de residência nos EUA

Por Redação Arcoverde Agora
Plano de investimento de filme sobre Jair Bolsonaro prometia visto de residência nos EUA

Um novo capítulo envolvendo a produção do filme "Dark Horse", obra que narra a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, trouxe à tona detalhes surpreendentes sobre o plano de captação de recursos do projeto. Segundo informações reveladas pelo Intercept Brasil e confirmadas pela TV Globo, o plano de investimento oferecia um incentivo incomum para o mercado cinematográfico: a promessa de facilitação de um visto de residência permanente nos Estados Unidos para investidores que aportassem valores elevados na produção.

O esquema de captação previa cotas de investimento que variavam entre US$ 500 mil e US$ 1,1 milhão. Enquanto os patamares iniciais focavam em retornos financeiros estimados, a cota de US$ 1,1 milhão — aproximadamente R$ 5,5 milhões na cotação atual — incluía o que foi interpretado como um "atalho" migratório. A proposta visava atrair capital estrangeiro sob a premissa de que o aporte estaria atrelado a benefícios legais de permanência em solo americano, um modelo de negócio que agora passa a ser alvo de escrutínio por parte das autoridades competentes diante das circunstâncias da negociação.

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro aparece nos contratos como produtor-executivo do longa-metragem, cargo que, segundo o documento assinado em janeiro de 2024, conferia a responsabilidade direta na captação de recursos e estratégias financeiras. A investigação ganha contornos de complexidade devido à participação de Daniel Vorcaro, banqueiro e dono do Banco Master. Vorcaro, que atualmente encontra-se preso sob acusações de fraudes financeiras, teria repassado cerca de R$ 61 milhões para o projeto, montante que agora é objeto de análise pela Polícia Federal.

A linha investigativa busca apurar se os recursos destinados ao filme tinham, de fato, fins cinematográficos ou se serviriam como uma justificativa para a transferência de valores destinados a cobrir despesas pessoais de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde reside desde o início do ano passado. O deputado nega irregularidades, afirmando que sua condição migratória atual inviabilizaria o recebimento de verbas oriundas de fundos ligados ao banqueiro. O caso segue em desenvolvimento, com a análise de contratos que envolvem também o deputado federal Mário Frias na gestão executiva do projeto.

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