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PicPay é alvo de operação da Polícia Civil e MP por supostos descontos irregulares em folhas de pagamento

Por Redação Arcoverde Agora
PicPay é alvo de operação da Polícia Civil e MP por supostos descontos irregulares em folhas de pagamento

O banco digital PicPay, um dos nomes mais expressivos do setor de tecnologia financeira no Brasil, tornou-se o centro de uma operação deflagrada nesta sexta-feira pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A investigação apura possíveis irregularidades na aplicação de descontos em folhas de pagamento de servidores vinculados ao governo do Distrito Federal (DF), levantando preocupações sobre a transparência nas práticas de adiantamento salarial oferecidas pela instituição aos usuários.

O desdobramento policial coloca sob holofotes a gestão da companhia, sendo Eduardo Chedid Simões, o atual presidente-executivo da empresa, um dos alvos principais da ação. O executivo já havia sido mencionado em investigações anteriores, inclusive no âmbito da CPMI do INSS, que analisou supostas irregularidades em descontos indevidos realizados em benefícios previdenciários. Até o momento, a assessoria do PicPay optou por não emitir posicionamentos oficiais sobre as denúncias, enquanto as autoridades prosseguem com a coleta de provas documentais e digitais na sede da empresa e órgãos envolvidos.

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Fundada em 2012 como uma startup em Vitória (ES), a empresa teve uma ascensão meteórica, consolidando-se no mercado financeiro após passar pelo controle do grupo J&F, a holding dos irmãos Batista. A trajetória de expansão incluiu a aquisição de plataformas estratégicas como o Guiabolso e a BX Blue, esta última focada justamente em empréstimos consignados, área que é agora o foco central das investigações. Com o IPO realizado na bolsa norte-americana Nasdaq no início de 2026, a empresa alcançou um patamar de exposição global, levantando milhões de dólares e atingindo uma base superior a 68 milhões de clientes.

A operação levanta questionamentos profundos sobre a governança de fintechs que atuam com crédito consignado, um setor extremamente sensível e que exige rigorosa conformidade com as normas do Banco Central. Além das questões trabalhistas no Distrito Federal, o caso reverbera no cenário político, com menções a transações entre o grupo J&F e escritórios de advocacia ligados a figuras públicas de alto escalão. A sociedade aguarda os próximos passos da investigação para compreender a dimensão dos prejuízos aos servidores e a responsabilidade da instituição financeira no tratamento de dados e créditos de seus correntistas.

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