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PGR descarta falta grave de Bolsonaro após apreensão de arma em blitz com militar

Por Redação Arcoverde Agora
PGR descarta falta grave de Bolsonaro após apreensão de arma em blitz com militar

A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer oficial manifestando-se contrária ao reconhecimento de "falta grave" por parte do ex-presidente Jair Bolsonaro, após o episódio em que uma arma de sua propriedade foi apreendida em uma blitz conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal. O armamento, uma pistola Glock 9mm, estava em posse de Estácio Leite da Silva Filho, militar do Exército que compõe a equipe de segurança do ex-presidente, no momento da abordagem.

Em documento assinado pelo procurador-geral Paulo Gonet, o órgão ministerial destacou que a análise da autoridade policial possui suporte nas circunstâncias apuradas. Para a PGR, não há elementos suficientes que configurem conduta disciplinar capaz de impactar o regime atual de cumprimento de pena de Bolsonaro, que segue em prisão domiciliar. O parecer reforça a manutenção da retenção da pistola, mas afasta a necessidade de alterações mais severas na execução penal do ex-mandatário no cenário atual.

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O caso ganhou repercussão após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitar esclarecimentos sobre o ocorrido, citando a Lei de Execuções Penais, que prevê punições para condenados que possuam, indevidamente, instrumentos capazes de ofender a integridade física de terceiros. Em depoimento, Bolsonaro justificou a posse da arma alegando a necessidade de segurança em sua residência. Por sua vez, a Polícia Civil do Distrito Federal concluiu o inquérito indiciando o militar Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma de fogo, entendendo que o porte funcional não autoriza o uso de armamento registrado em nome de terceiros.

No que tange especificamente ao ex-presidente, o delegado responsável pelas investigações apontou que, como a arma possuía registro válido e não havia restrições impostas anteriormente à residência de Bolsonaro, não foi caracterizada a materialidade ou conduta dolosa para configurar crime de porte ilegal por parte dele. O ex-presidente cumpre, desde novembro do ano passado, uma pena de 27 anos e três meses por condenação relacionada a crimes contra o Estado Democrático de Direito. A decisão sobre o prosseguimento do caso agora depende da avaliação final dos magistrados do STF, que seguem acompanhando o desdobramento das investigações sobre a segurança e o comportamento do sentenciado em seu regime de prisão domiciliar.

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