A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, sinalizou nesta terça-feira que a estatal prepara um novo reajuste no preço da gasolina vendida às distribuidoras. A declaração foi feita durante uma videoconferência com analistas de mercado, onde a executiva detalhou os critérios que norteiam a política de preços da companhia diante das oscilações dos combustíveis no cenário nacional. Segundo Chambriard, a medida é considerada iminente, embora dependa de uma análise minuciosa sobre a manutenção da fatia de mercado da estatal.
O principal desafio para a definição do novo valor reside na concorrência direta com o etanol. De acordo com a presidente, a empresa não pretende tomar decisões que comprometam sua participação no setor de combustíveis, estando atenta ao comportamento dos consumidores e dos distribuidores. "Nós estamos agora tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso 'market share' e na evolução do mercado do etanol", pontuou. A executiva reforçou que a decisão final será pautada pela necessidade de garantir que o produto da Petrobras continue competitivo, sem abrir espaço para que o mercado migre excessivamente para o biocombustível.
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Chambriard destacou ainda que o setor sucroenergético tem apresentado uma dinâmica própria nos últimos dias. Nos últimos 15 dias, observou-se uma queda nos preços do etanol nas bombas de combustíveis, impulsionada pelo avanço da safra de cana-de-açúcar e pelo aumento da produção nacional. Esse movimento no mercado do biocombustível é um fator determinante para que a Petrobras calibre sua estratégia de preços, evitando movimentos bruscos que possam resultar em uma perda de competitividade frente ao produto derivado da cana.
A expectativa do mercado agora se volta para os próximos comunicados da estatal, que deverá definir o momento exato do repasse às distribuidoras. A gestão de Magda Chambriard tem buscado equilibrar a rentabilidade da companhia com a necessidade de evitar choques inflacionários, mantendo a política de preços alinhada às condições de paridade e concorrência vigentes no país. O setor de transportes e logística, que depende diretamente dessas flutuações, deve acompanhar com atenção os desdobramentos que impactarão o custo final para o consumidor brasileiro nas próximas semanas.






