Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (13), trouxe um panorama preocupante sobre a percepção da população brasileira em relação às instituições e aos principais atores políticos do país. O levantamento busca medir o impacto negativo do escândalo envolvendo o Banco Master, revelando que 46% dos entrevistados acreditam que tanto o atual governo, quanto o Judiciário, o governo anterior e o Congresso Nacional tiveram suas imagens prejudicadas pelo episódio. O percentual representa um crescimento em relação aos 40% registrados no mês de março, sinalizando um aprofundamento do ceticismo popular frente às instituições.
Na distribuição detalhada, os números indicam uma proximidade técnica entre as esferas de poder. O governo Lula é citado como o mais afetado por 11% dos entrevistados, seguido de perto pelo STF e pelo Judiciário, com 10%, e pelo governo de Jair Bolsonaro, com 9%. O Banco Central aparece com 7% e o Congresso Nacional com 3%. Chama a atenção que 14% dos participantes declararam não saber responder, enquanto apenas 1% acredita que nenhum dos órgãos foi atingido pela crise. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio, ouvindo 2.004 pessoas, com margem de erro de 2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
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O escândalo ganha contornos mais graves devido ao envolvimento do senador Ciro Nogueira (PP-PI). O parlamentar foi alvo de uma operação da Polícia Federal sob a suspeita de ter sido beneficiado pelo esquema de corrupção capitaneado por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As investigações sugerem o recebimento de uma mesada que chegaria a R$ 500 mil, além de benefícios indiretos. Em contrapartida, Nogueira teria utilizado sua influência legislativa para promover interesses do banco, notadamente uma proposta para aumentar o limite do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Em sua defesa, o senador nega qualquer vínculo com atividades ilícitas e refuta que a proposta legislativa em questão tenha sido elaborada por representantes da instituição bancária. No entanto, o caso intensifica o debate sobre a ética na política e a relação entre o setor financeiro e o Poder Legislativo. Conforme o levantamento da Quaest, 46% dos brasileiros já tinham conhecimento das denúncias que pesam contra o senador, enquanto 54% tomaram ciência do caso apenas após o desdobramento da operação policial, o que demonstra o alto alcance e a relevância das investigações para a opinião pública nacional.






