Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), aponta que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu um cenário de empate técnico em sua popularidade. Segundo os dados levantados, 48% dos entrevistados desaprovam a atual gestão, enquanto 47% manifestam aprovação. O levantamento reflete uma trajetória de melhora na percepção pública sobre o governo nos últimos meses, consolidando uma tendência de redução na diferença entre os índices positivos e negativos.
A análise comparativa revela que o distanciamento entre a desaprovação e a aprovação, que em abril alcançava nove pontos percentuais, caiu drasticamente para apenas um ponto em junho. De acordo com o diretor da Quaest, Felipe Nunes, essa oscilação positiva é sustentada por três pilares fundamentais: o impacto progressivo da isenção do Imposto de Renda, os resultados do programa Desenrola — que auxiliou na redução do endividamento familiar — e o aumento na circulação de notícias positivas sobre a administração petista no cenário nacional.
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O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas com idade superior a 16 anos entre os dias 5 e 8 de junho. A pesquisa possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e um nível de confiança de 95%. Entre os destaques regionais e por segmentos, nota-se uma melhora significativa no eleitorado independente, grupo que representa um terço da população e que tem demonstrado uma abertura maior à gestão federal em comparação aos meses anteriores.
Além do recorte por faixas etárias e gênero, o estudo detalhou o impacto das medidas anunciadas pelo Palácio do Planalto. A ação para redução no preço dos combustíveis figura como o ponto mais bem avaliado pela população, com 53% de aprovação. Em contrapartida, programas como o 'Brasil contra o Crime Organizado' ainda apresentam desconhecimento por parte de 50% dos entrevistados, indicando um desafio de comunicação para a equipe de governo no segundo semestre. Com margem de erro apertada e mudanças constantes no sentimento popular, a pesquisa do TSE (registro BR-07661/2026) reafirma a importância da agenda econômica como termômetro decisivo para a estabilidade política do país.






