Uma nova pesquisa divulgada pela Quaest, nesta quarta-feira (10), trouxe à tona a preocupação da população brasileira diante da possibilidade de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao país. Conforme os dados, 55% dos entrevistados acreditam que a implementação dessas taxas, que podem atingir a marca de 25% sobre mercadorias brasileiras, traria consequências diretas para o seu cotidiano ou para a realidade de suas famílias. Em contraste, 37% dos participantes afirmaram que a medida não traria mudanças significativas, enquanto 8% preferiram não opinar sobre o tema.
A proposta tarifária norte-americana surge após uma investigação oficial dos EUA, que acusa o Brasil de adotar práticas comerciais restritivas aos interesses americanos. Embora a medida ainda não tenha entrado em vigor, a apreensão no mercado e na opinião pública é evidente. O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com uma amostra de 2.004 eleitores em todo o território nacional, apresentando uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um nível de confiança de 95%, devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07661/2026.
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Além do cenário econômico, o estudo explorou a complexa relação entre a política brasileira e o governo de Donald Trump. Cerca de 50% dos entrevistados demonstraram conhecimento sobre o recente encontro entre Flávio Bolsonaro e o presidente americano, um evento que gerou debates intensos sobre a influência do parlamentar brasileiro na agenda de Washington. Um ponto central da pesquisa foi a classificação, por parte do governo americano, das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida é amplamente conhecida por 63% dos brasileiros, sendo que 60% dos entrevistados concordam que o governo brasileiro também deveria adotar essa classificação para os grupos criminosos.
A pesquisa também instigou o público a refletir sobre a influência política de Flávio Bolsonaro nessa decisão. Aproximadamente 47% dos consultados avaliam que o filho do ex-presidente teve um papel determinante ou influenciador na mudança de postura dos Estados Unidos, que anunciaram a classificação das facções como terroristas pouco após uma reunião entre o senador e o secretário de Estado, Marco Rubio. Enquanto especialistas em segurança divergem sobre o impacto dessa decisão para a soberania nacional e a possível ampliação da cooperação internacional, a sociedade brasileira segue dividida quanto aos reflexos práticos dessa aproximação diplomática e suas consequências para a segurança pública interna.






