Dados recentes da pesquisa Quaest, obtidos pelo portal g1, revelam uma mudança significativa no cenário eleitoral brasileiro para uma eventual disputa de segundo turno entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O levantamento, que detalha preferências por regiões, faixas etárias, renda e religião, aponta que o petista alcançou 44% das intenções de voto, superando o parlamentar, que marcou 38%. A oscilação marca o fim do empate técnico que perdurava desde março, consolidando uma vantagem de seis pontos percentuais para o atual presidente neste mês de junho.
Analistas políticos associam essa perda de fôlego do pré-candidato do PL a uma série de episódios recentes, incluindo a polêmica envolvendo a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, além de repercussões de sua visita aos Estados Unidos. Segundo especialistas, a percepção do eleitorado sobre fatos concretos e a conjuntura econômica têm impactado o desempenho de Flávio Bolsonaro, especialmente entre públicos que tradicionalmente compunham sua base de apoio, como evangélicos e eleitores do Sudeste. Felipe Nunes, diretor da Quaest, destaca que a queda de Flávio tem sido mais acentuada do que o avanço direto de Lula, sugerindo uma perda líquida de adesão, principalmente entre eleitores independentes.
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No recorte regional, o Sudeste — que abriga os maiores colégios eleitorais do país, como São Paulo e Minas Gerais — mostra uma tendência de crescimento para o governo federal. Outro ponto de destaque na pesquisa é a mudança de comportamento entre os jovens de 16 a 34 anos, estrato onde Flávio liderava anteriormente e agora vê Lula à frente. O eleitorado feminino também demonstra uma ampliação na preferência pelo petista, consolidando um desafio histórico para a ala política ligada à família Bolsonaro.
Entre o público evangélico, embora o senador do PL ainda mantenha a dianteira, a margem de vantagem encolheu de 37 para 21 pontos percentuais em apenas um mês. Com o cenário ainda em aberto para os próximos meses, o comportamento dos eleitores menos alinhados ideologicamente será o fiel da balança. A consultoria Quaest continua monitorando as variações, à medida que os atores políticos buscam reverter a perda de tração e estabilizar suas estratégias para o pleito que se desenha no horizonte, mantendo a atenção do eleitorado nacional.






