Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta quarta-feira (10), consolidou o atual cenário da corrida presidencial, mantendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para o primeiro turno, com 39%. Logo atrás, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 29%. O levantamento, que serve como termômetro das movimentações políticas para o pleito de 2026, reflete a polarização que ainda domina o eleitorado brasileiro, embora novos nomes tenham sido introduzidos ao debate público.
Na composição da disputa, outros nomes pontuam de forma mais modesta, como o fundador do MBL, Renan Santos (Missão), e o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), ambos com 3%. O cenário foi ampliado para treze pré-candidatos, incluindo figuras como o deputado federal Aécio Neves (PSDB) e o ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (DC), ambos com 2% e 1% respectivamente. A estabilidade de Lula, comparada ao levantamento anterior de maio, contrasta com a oscilação de Flávio Bolsonaro, que apresentou uma queda, passando de 33% para os atuais 29%.
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O diretor da Quaest, Felipe Nunes, destacou que o posicionamento político é determinante nestes números. Enquanto o bolsonarismo demonstra alta fidelidade a Flávio, a parcela da direita que não se identifica diretamente com o grupo tem migrado suas intenções para outros nomes, como Renan Santos e Ronaldo Caiado. O levantamento também explorou cenários de segundo turno, nos quais o presidente Lula mantém vantagem competitiva contra todos os principais adversários testados, variando entre 44% e 45% das intenções.
Em termos de avaliação administrativa, o governo Lula enfrenta um cenário de divisão. Aproximadamente 48% dos entrevistados desaprovam a gestão atual, enquanto 47% manifestam aprovação. A avaliação de desempenho do governo é vista como ótima ou boa por 34% da população, enquanto 38% a classificam como ruim ou péssima. A pesquisa foi realizada pela Quaest sob encomenda da Genial Investimentos, ouvindo 2.004 pessoas entre os dias 5 e 8 de junho, com margem de erro de dois pontos percentuais. Com 36% dos eleitores ainda se dizendo indecisos ou aptos a mudar o voto, o período pré-eleitoral promete ser de intensa disputa e consolidação de estratégias de marketing político e alianças partidárias. O registro oficial da pesquisa no TSE é BR-07661/2026.






