O cenário político para o governo de Minas Gerais ganha contornos mais definidos com a recente divulgação da pesquisa Quaest, realizada neste mês. O levantamento coloca o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança de todos os cenários testados para o primeiro turno, consolidando seu nome como o principal nome da oposição no estado. Segundo os dados, as intenções de voto para o parlamentar variam entre 30% e 37%, posicionando-o à frente de nomes como Alexandre Kalil (PDT) e Rodrigo Pacheco (PSB).
Um ponto de destaque na análise é a fidelidade do eleitorado. A pesquisa revela que os apoiadores de Cleitinho Azevedo e Rodrigo Pacheco apresentam os índices mais altos de convicção, com 56% e 50% dos entrevistados, respectivamente, afirmando que o voto é definitivo. Em contrapartida, o eleitorado mineiro ainda demonstra um alto grau de incerteza em relação ao pleito, dado que 60% dos eleitores ouvidos admitem a possibilidade de mudar de candidato até o dia da votação, refletindo o caráter preliminar da disputa em 2026.
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Quanto aos demais nomes testados, Alexandre Kalil figura com patamar entre 14% e 18%, enquanto Rodrigo Pacheco oscila entre 8% e 12%. Já Mateus Simões (PSD) registra intenções entre 3% e 5%. A pesquisa também explorou o cenário de voto espontâneo, onde a incerteza eleitoral é ainda mais evidente: 86% dos consultados declararam não saber em quem votar, um dado que reforça o espaço disponível para o crescimento de candidaturas durante a campanha oficial. Neste cenário espontâneo, Cleitinho aparece na frente com 7%, seguido por Pacheco (3%) e Simões (2%).
Para os analistas políticos, os números iniciais da Quaest são fundamentais para compreender a temperatura da disputa eleitoral em um dos estados mais estratégicos do Brasil. O levantamento também incluiu seis simulações de segundo turno, oferecendo um panorama abrangente sobre as possíveis alianças e o desgaste de cada sigla. Com o processo sucessório ainda em estágio inicial, a tendência é que os índices de consolidação de voto variem à medida que as coligações partidárias forem oficializadas e o debate público for intensificado em todo o estado de Minas Gerais.






