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Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno para 2026

Por Redação Arcoverde Agora
Pesquisa Quaest aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno para 2026

A mais recente pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (15), trouxe um cenário de alerta para o governo federal ao apontar um empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno para as eleições presidenciais de 2026. Pela primeira vez no histórico do levantamento, o parlamentar aparece numericamente à frente, registrando 42% das intenções de voto contra 40% do atual chefe do Executivo. A margem de erro da sondagem é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, consolidando o cenário de estagnação.

Segundo o diretor da consultoria, Felipe Nunes, o desempenho reflete uma deterioração na percepção da opinião pública sobre a condução do governo e a situação econômica do país. Fatores como o endividamento das famílias e, sobretudo, a elevação dos preços dos alimentos têm exercido uma pressão constante sobre a popularidade do petista. Enquanto Lula mantém a liderança no primeiro turno, com 37% contra 32% de Flávio Bolsonaro, a erosão de sua vantagem, que chegou a dez pontos percentuais em dezembro de 2025, evidencia um desafio crescente para a base governista.

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A pesquisa detalha que a desaprovação ao governo Lula atingiu 52%, em um movimento de alta persistente desde o início do ano. Entre o público evangélico, a rejeição saltou de 61% para 68% em apenas um mês, consolidando um nicho de resistência importante. O sentimento de insegurança econômica é palpável: 72% dos brasileiros relataram um aumento no preço dos alimentos, enquanto 71% afirmam que seu poder de compra diminuiu drasticamente em comparação ao ano anterior. Esse pessimismo econômico é corroborado pelo fato de que metade dos entrevistados acredita que o cenário nacional piorou nos últimos doze meses.

Outro ponto central da pesquisa é o chamado "empate no medo", onde a rejeição mútua entre os dois campos políticos equilibra a balança eleitoral. Enquanto 43% do eleitorado declara temer um possível retorno da família Bolsonaro ao poder, 42% afirmam ter medo da continuidade do atual governo. Com 43% dos entrevistados admitindo que ainda podem mudar seu voto até outubro, o cenário permanece em aberto, exigindo que as forças políticas busquem estratégias mais eficazes para lidar com o custo de vida e a percepção de desgoverno apontada pelos índices de desaprovação. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril e possui 95% de nível de confiança.

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