Uma nova pesquisa realizada pelo instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (27), trouxe um panorama detalhado e altamente competitivo para a eleição ao Senado no Paraná. O estado, que renovará suas cadeiras no parlamento, apresenta um cenário eleitoral complexo, marcado por uma significativa parcela de eleitores indecisos e uma disputa acirrada entre nomes de peso da política local e figuras ligadas ao bolsonarismo e ao centro.
No levantamento, que testou quatro cenários distintos de intenção de voto, o ex-senador Alvaro Dias (MDB) aparece em destaque, oscilando entre 16% e 21% das intenções. Logo atrás, o ex-deputado Deltan Dallagnol (Novo) mantém números consistentes, variando entre 13% e 18%. Outros nomes como Filipe Barros (PL), Alexandre Curi (Republicanos) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) também figuram com dígitos duplos em diversos cenários, evidenciando que a eleição ainda não possui um favorito absoluto e que o jogo permanece aberto até o pleito oficial.
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Felipe Nunes, diretor da Quaest, ressalta que o comportamento do eleitor paranaense aponta para uma inclinação de centro-direita. Enquanto apenas 18% dos entrevistados defendem parlamentares alinhados à gestão do governo Lula, 32% manifestam preferência por candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e 47% buscam uma terceira via, independente da polarização nacional. Esse dado é crucial para entender a estratégia das campanhas, que tentam equilibrar o apoio a bandeiras ideológicas com a demanda por soluções pragmáticas para o estado.
Além das intenções de voto, a pesquisa trouxe dados sobre a rejeição dos pré-candidatos. Gleisi Hoffmann aparece com o maior índice, registrando 58% de rejeição, seguida por Alvaro Dias com 37%. O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.104 pessoas entre os dias 21 e 25 de abril, com margem de erro de três pontos percentuais. Vale destacar que o instituto corrigiu uma inconsistência em relação ao partido do pré-candidato Alexandre Curi, que migrou recentemente para o Republicanos, adequando-se à determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). O alto número de eleitores que ainda não definiram seu voto, girando em torno de 20%, sugere que as próximas fases da pré-campanha serão decisivas para o destino das cadeiras paranaenses em Brasília.






