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Pesquisa aponta que 71% da população rejeita proposta de taxa mínima em aplicativos de entrega

Por Redação Arcoverde Agora
Pesquisa aponta que 71% da população rejeita proposta de taxa mínima em aplicativos de entrega

Uma recente pesquisa realizada pela Quaest, em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), revelou um panorama de preocupação em relação à possível implementação de uma taxa mínima para pedidos de entrega por aplicativo. Segundo os dados, 71% dos brasileiros posicionam-se contra a proposta defendida pelo Governo Federal, que sugere um valor base de R$ 10,00 por entrega, acrescido de R$ 2,50 a cada quilômetro adicional percorrido após os primeiros 4 km. O levantamento, que ouviu 1.031 pessoas acima de 16 anos entre os dias 13 e 16 de março, demonstra um alto nível de conhecimento sobre o tema, com 76% dos entrevistados afirmando estarem cientes da medida em discussão.

Os impactos econômicos da medida figuram como a maior preocupação da população, sendo que 78% dos entrevistados acreditam que a regulamentação resultará inevitavelmente em um encarecimento das taxas de serviço nos aplicativos. Além do impacto financeiro direto, 86% dos participantes da pesquisa destacam que o aumento atingiria de forma mais severa as camadas mais pobres da sociedade, reforçando um cenário de exclusão do serviço para famílias de menor poder aquisitivo. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos indicadores apresentados.

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Para o Presidente Executivo da ANR, Fernando Blower, embora a regulamentação seja uma pauta necessária para o trabalho dos entregadores, é preciso cautela. Blower defende que o governo deve buscar o equilíbrio para proteger os trabalhadores sem comprometer a sustentabilidade operacional de bares e restaurantes, especialmente os de pequeno porte que dependem quase exclusivamente do delivery para manter o fluxo de caixa. O estudo aponta ainda que 60% da população acredita que o Governo Federal deveria se preocupar menos em criar novas regras para o setor privado, evidenciando uma resistência à intervenção estatal na dinâmica dos preços de mercado. Diante dos resultados, resta o desafio de encontrar um meio-termo que garanta direitos laborais sem gerar uma inflação acentuada no custo da alimentação por aplicativo para o cidadão comum.

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