Uma ação inusitada e de alto risco tomou as ruas do Recife na última sexta-feira (15), quando um grupo de motoristas de aplicativo, autodenominado "Falcões Elétricos", protagonizou uma perseguição a suspeitos de roubar um veículo elétrico. A perseguição, que se estendeu da Zona Oeste até a Zona Sul da capital pernambucana, foi registrada em vídeo e evidenciou os perigos de iniciativas civis em situações de confronto armado, culminando em um desfecho trágico para um dos participantes.
O trajeto, que teve início no bairro da Madalena, percorreu pontos críticos da cidade, como a Ponte Estácio Coimbra, a Praça do Derby e a Avenida Agamenon Magalhães. Segundo os envolvidos, cerca de 40 veículos elétricos mobilizaram-se após identificarem o rastreador do carro subtraído no bairro dos Torrões. O grupo seguiu os suspeitos em alta velocidade, inclusive avançando sinais vermelhos, enquanto a Polícia Militar também realizava diligências na mesma região.
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O desdobramento da ocorrência ganhou contornos graves quando o motorista Carlos Júnior, de 22 anos, integrante do grupo de apoio, foi baleado por policiais militares que, em meio ao caos da perseguição e à presença de diversos veículos civis, confundiram o condutor com um dos suspeitos. Paralelamente, os criminosos atropelaram um pedestre durante a fuga desenfreada, que terminou apenas quando o veículo roubado foi abandonado na orla da Praia de Boa Viagem. Apesar da intensa mobilização policial do BPTran, os suspeitos conseguiram evadir-se a pé e permanecem foragidos.
A Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco emitiu nota oficial esclarecendo que a Polícia Civil já iniciou as investigações sobre a lesão corporal decorrente da intervenção policial. A Corregedoria Geral do estado também instaurou um procedimento preliminar para apurar a conduta dos agentes envolvidos e as circunstâncias que levaram ao disparo contra o motorista civil. O caso reacende o debate sobre os limites da atuação de civis em situações de crimes graves e a necessidade de protocolos rígidos de segurança para evitar que a tentativa de auxílio termine em fatalidade ou em prejuízo a inocentes. Até o momento, as autoridades seguem em busca dos responsáveis pelo roubo original.






