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Pernambuco decreta emergência em saúde pública devido ao aumento de casos graves de síndrome respiratória em crianças

Por Redação Arcoverde Agora
Pernambuco decreta emergência em saúde pública devido ao aumento de casos graves de síndrome respiratória em crianças

Diante do avanço expressivo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) entre bebês e crianças, o governo de Pernambuco decretou situação de emergência em saúde pública no estado. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (28) com a publicação do decreto no Diário Oficial, e terá vigência inicial de 90 dias, podendo ser prorrogada por igual período, se necessário.


De acordo com o governo estadual, o aumento acelerado dos casos tem causado superlotação nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) pediátricas e neonatais, além de pressão crescente sobre a rede hospitalar. O decreto determina a adoção de todas as medidas administrativas cabíveis para conter a crise, e autoriza ações emergenciais coordenadas pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).


Números preocupam autoridades de saúde


Segundo dados divulgados pela SES, entre o início de 2025 e a última semana, Pernambuco registrou 2.544 casos de SRAG. Desse total, 1.746 acometeram crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, representando cerca de 68,7% das ocorrências.


Na tarde da quarta-feira (28), 82 crianças e bebês aguardavam um leito de UTI, sendo que 59 estavam em estado grave. A taxa de ocupação dos leitos pediátricos, embora ainda não oficialmente divulgada, já é considerada crítica por profissionais da área.


Medidas emergenciais e reforço da rede de saúde


O decreto autoriza a SES a coordenar as ações de enfrentamento à crise, instituindo diretrizes gerais e expedindo normas complementares para assegurar atendimento adequado aos pacientes. Entre as medidas previstas, está a possibilidade de ampliação da carga horária dos plantões médicos e o redirecionamento de recursos para garantir maior capacidade de resposta da rede hospitalar.


Além disso, a medida permite contratações emergenciais, realocação de profissionais e aquisição rápida de equipamentos e insumos, sem os trâmites burocráticos usuais.


Resposta rápida para evitar colapso


Com o sistema hospitalar infantil sob pressão, o governo estadual busca agir com celeridade e amplitude para evitar o colapso da assistência médica e proteger a população mais vulnerável — especialmente os bebês e crianças pequenas, grupo mais afetado pela forma grave da síndrome.


A SES segue monitorando os casos e deve divulgar, nos próximos dias, um panorama atualizado sobre a ocupação hospitalar, além de possíveis medidas complementares para o enfrentamento da emergência sanitária.

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